O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou a habilitação de 21 novas plantas industriais brasileiras para a exportação de carne bovina in natura e miúdos com destino à Indonésia. O aval técnico foi oficializado após uma criteriosa auditoria presencial conduzida pelas autoridades sanitárias indonésias entre o fim de junho e o início de julho de 2026. Com as novas autorizações, o parque frigorífico nacional credenciado para atender o mercado asiático saltou de 52 para 73 estabelecimentos habilitados.
A chancela sanitária abrange plantas frigoríficas distribuídas estrategicamente por dez unidades da Federação: Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins. A distribuição geográfica das habilitações fortalece a cadeia produtiva em polos consolidados do Centro-Oeste e do Norte, além de abrir janelas comerciais para plantas instaladas no Nordeste e no Sul do país.
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A aprovação unânime dos estabelecimentos auditados ratifica a conformidade e a rastreabilidade do Serviço de Inspeção Federal (SIF), consolidando um canal de alta credibilidade técnica e institucional com Jacarta.
Salto no consumo e explosão na demanda por miúdos
Com uma população superior a 280 milhões de habitantes e uma demanda proteica em franca expansão econômica, a Indonésia consolida-se como um dos parceiros comerciais mais relevantes para o complexo de carnes do Brasil:
Embarques de carne bovina: Em 2025, os frigoríficos brasileiros enviaram 31.511 toneladas do produto para o país asiático; no acumulado do primeiro semestre de 2026, as vendas externas já somam 17.461 toneladas, mantendo o viés de aceleração no ritmo de exportação;
Destaque no segmento de miúdos: Fruto de uma abertura sanitária recente, os cortes do segmento alcançaram 21.191 toneladas embarcadas apenas nos primeiros seis meses deste ano;
Posicionamento de mercado: O volume expressivo elevou a Indonésia ao posto de segundo maior importador global de miúdos bovinos do Brasil.
A ampliação da lista de plantas autorizadas descentraliza a receita de exportação, encurta distâncias logísticas com a entrada de portos regionais e confere maior dinamismo às negociações de animais terminados nas praças pecuárias atendidas.
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