O mercado brasileiro de mandioca industrial encerrou o último mês consolidando sua quarta alta mensal consecutiva nos preços médios pagos aos produtores. De acordo com acompanhamento técnico do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a sustentação das cotações ocorreu mesmo diante da melhora nas condições de clima e solo para os trabalhos de colheita nas principais regiões produtoras.
Embora o fluxo de entrega de raízes às plantas de moagem tenha apresentado ligeiro aumento frente aos períodos anteriores, o volume total descarregado nos pátios industriais situou-se significativamente abaixo das projeções dos operadores de mercado, perpetuando o aperto na oferta primária.
Preço da mandioca atinge maior patamar desde fevereiro de 2025
Chuvas afetam moagem de mandioca e sustentam cotações
Demanda firme e estoques de derivados em baixa
A limitação no fornecimento de matéria-prima impacta diretamente o processamento fabril. Segundo pesquisadores do Cepea, fecularias, farinheiras e indústrias modificadoras de amidos conseguiram acelerar o ritmo de produção, mas o volume processado ainda não é suficiente para recuperar os estoques de segurança das empresas.
Diante do descompasso entre a disponibilidade imediata e a procura aquecida, as cotações atacadistas da fécula e da farinha de mandioca seguiram com viés de alta e firmeza nas negociações. Esse cenário força as indústrias a manterem ofertas atrativas de compra pelo produto no campo, sustentando as margens dos agricultores no curto prazo.
