Os contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) operam em leve baixa na manhã desta terça-feira (3), com a posição de referência para dezembro cotada em US$ 4,46 por bushel. O movimento sucede uma sessão de variações mínimas nos vencimentos curtos na véspera, de acordo com o boletim conjuntural da Granoeste Corretora.
O grão acumula forte pressão nos mercados internacionais: ao longo do mês de outubro, as cotações perderam mais de 10% do seu valor. Ao estender a análise para o início de setembro, o tombo acumulado atinge 19%. Esse declínio foi impulsionado pela reavaliação altista do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que aponta para uma safra norte-americana superior a 400 milhões de toneladas, confirmando a robustez dos campos locais mesmo diante de intempéries climáticas pontuais ao longo do ciclo.
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No ritmo de campo nos EUA, a colheita atingiu 74% da área estimada, registrando avanço semanal expressivo de 14 pontos percentuais, aproximando-se da média histórica de 77% para o período. A demanda externa pelo produto norte-americano, no entanto, mantém-se firme: o USDA reportou vendas de 1,73 milhão de toneladas para o México no início da semana, acompanhada pela quebra produtiva na Europa e pela demanda acelerada da indústria local de etanol.
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No cenário doméstico, a valorização da moeda norte-americana atua como um escudo protetor contra as perdas externas. O dólar opera em alta de aproximadamente 1%, negociado no patamar de R$ 5,50 — após fechar o pregão anterior a R$ 5,447 —, o que impulsiona a paridade de exportação nos portos e reforça a composição dos valores pagos pelas agroindústrias processadoras.
Na B3 (antiga BMF), a curva futura reflete essa sustentação: o contrato novembro trabalha cotado a R$ 67,65 (frente ao fechamento anterior de R$ 67,22) e a posição janeiro/27 alcança R$ 71,85 por saca (contra R$ 71,16 da sessão anterior).
Apesar do suporte financeiro trazido pelo câmbio, a Granoeste Corretora ressalta que a demanda interna de consumo segue comedida, mantendo o ambiente de negociação sob postura cautelosa entre vendedores e compradores.
No balcão físico paranaense, as ofertas de compra reportadas pela corretora no Oeste do Estado estão fixadas no intervalo entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca de 60 kg. Já no corredor de escoamento do Porto de Paranaguá, as indicações variam de R$ 66,00 a R$ 69,00 por saca, com as tabelas oscilando conforme a localização física do lote, os prazos de pagamento acordados e o cronograma de entrega das cargas.
