As exportações brasileiras de frutas e nozes não oleaginosas (frescas ou secas) mantêm um ritmo de embarques inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. De acordo com dados consolidados até a quarta semana de julho de 2026 pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume total embarcado pelo país somou 54,56 mil toneladas, contra 110,70 mil toneladas computadas em julho de 2025.
Analisando a média diária de embarques — ajuste necessário devido à diferença de dias úteis entre os períodos (20 dias em 2026 contra 25 dias em 2025) —, a retração no volume físico foi de 38,4%, caindo de 4.427,9 toneladas por dia útil para 2.727,9 toneladas. Em termos de faturamento, a receita total acumulada no mês atingiu US$ 75,36 milhões, ante US$ 133,34 milhões no ano anterior. A média diária de receita registrou queda de 29,3%, recuando de US$ 5,33 milhões para US$ 3,77 milhões por dia útil.
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Valorização internacional atenua impacto da menor oferta exportável
Apesar do encolhimento no fluxo total e na receita agregada de embarques, o mercado internacional respondeu com valorização das cotações médias das frutas brasileiras. A tonelada exportada passou a ser negociada, em média, por US$ 1.381,30 em julho de 2026, representando um aumento de 14,7% na comparação com os US$ 1.204,50 praticados em julho de 2025.
O avanço no valor unitário por tonelada atenua parcialmente as perdas de faturamento registradas no setor frutícola e evidencia um cenário de preços firmes no mercado externo, impulsionado pela menor disponibilidade de volume físico enviado aos portos compradores no período.
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