A Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) ultrapassou a marca histórica de R$ 130 milhões em recebimentos operacionais decorrentes da execução de projetos e serviços técnicos. O resultado representa um crescimento expressivo de 92% em relação ao exercício anterior, quando foram contabilizados R$ 68,3 milhões, impulsionado pelo estreitamento de parcerias com Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), iniciativa privada e órgãos públicos.
As iniciativas voltadas diretamente ao agronegócio foram o grande motor dessa expansão, respondendo por 74,8% do volume financeiro total. As áreas ambiental e agroambiental representaram 12,6% cada.
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No segmento agropecuário, o destaque concentrou-se na demanda por serviços técnicos especializados de curta duração — como laudos laboratoriais, ensaios de eficácia, consultorias agronômicas e capacitações —, enquanto as frentes ambientais reuniram contratos de pesquisa e desenvolvimento (PD) de médio e longo prazo.
Desempenho dos institutos de pesquisa e gestão do CTI-Tec
Entre as ICTs geridas em parceria com a fundação, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) liderou a captação de recursos com R$ 41,9 milhões, seguido pelo Instituto Biológico (IB), com R$ 27,1 milhões, pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), com R$ 17,3 milhões, e pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), com R$ 15,4 milhões.
O diretor-presidente da Fundepag, Álvaro Duarte, explica a complementariedade entre os braços de atuação:
"Enquanto instituições como ITAL e IB concentram serviços especializados de resposta rápida ao setor produtivo, como análises laboratoriais e consultorias, organizações como o IPEN e a própria Fundepag atuam majoritariamente na condução de projetos de pesquisa e desenvolvimento de maior duração."
No ecossistema de inovação, a entidade consolidou sua participação em fóruns globais sobre sustentabilidade e segurança hídrica, promoveu o congresso Raízes da Inovação e marcou presença na COP30. Além disso, assumiu a gestão administrativa do CTI-Tec, em Campinas (SP) — o primeiro Parque Tecnológico Federal do Estado de São Paulo, em parceria com o CTI Renato Archer —, reforçando seu papel de ponte estratégica entre o conhecimento científico e a aplicação comercial no campo e na indústria.
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