As cotações do trigo permanecem em trajetória de valorização no mercado físico brasileiro, sustentadas principalmente pela baixa disponibilidade de lotes para entrega imediata no mercado spot. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a dinâmica de negócios opera em ritmo compassado: a ponta compradora já concentra atenções na originação da nova safra, enquanto os produtores mantêm postura cautelosa e seguram a oferta restante nos armazéns.
Grande parte dos moinhos e indústrias moageiras dispõe de estoques suficientes para honrar seus compromissos no curto prazo, demonstrando pouca urgência em disputar os escassos volumes remanescentes da safra velha. A expectativa dos agentes é de que o fluxo comercial ganhe tração à medida que as colheitadeiras avancem e um volume mais consistente de grãos chegue aos entrepostos.
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Qualidade dos grãos será o termômetro da liquidez
Os pesquisadores do Cepea destacam que a retomada efetiva da liquidez nas mesas de negociação dependerá diretamente do padrão tecnológico e fitossanitário do trigo colhido.
Fatores como Peso do Hectolitro (PH), força de glúten (valor de W) e ausência de avarias causadas por umidade excessiva nas lavouras do Sul serão determinantes para precificar os lotes destinados à panificação. Caso o grão atenda às exigências da indústria moageira, o ritmo de novos contratos tende a acelerar nas principais praças produtoras do país.
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