O mercado físico do açúcar cristal branco registrou uma ligeira valorização nas usinas do estado de São Paulo nos últimos dias. Levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) aponta que a liquidez da commodity permanece restrita no mercado interno, com as indústrias compradoras mantendo uma postura cautelosa e adquirindo lotes apenas para o atendimento de demandas imediatas.
No horizonte meteorológico, contudo, as atenções do setor sucroenergético voltam-se para as atualizações da Organização Meteorológica Mundial (OMM). A entidade internacional confirmou que o fenômeno El Niño deve continuar se intensificando, atingindo o seu ápice de atividade no trimestre compreendido entre agosto e outubro de 2026, com alterações significativas no regime de chuvas globais.
Negócios são pontuais no mercado de açúcar e clima mantém agentes atentos
Preço do açúcar cristal oscila no mercado paulista sob incertezas
Impactos no ritmo da safra e na qualidade da cana
Para o cinturão produtor do Centro-Sul do Brasil, os desdobramentos climáticos do El Niño trazem efeitos mistos sobre o desempenho do setor agroindustrial.
Relatórios e análises técnicas recentes indicam que o retorno de chuvas mais frequentes durante a segunda metade do ano é altamente benéfico para a umidade do solo e o perfilhamento da cana-de-açúcar, garantindo um bom desenvolvimento fisiológico das lavouras que serão colhidas na sequência.
Em contrapartida, as precipitações recorrentes no pico da safra tendem a provocar paralisações operacionais no corte, carregamento e transporte (CCT), reduzindo o ritmo diário de moagem e diluindo a concentração de Açúcar Total Recuperável (ATR) nos colmos, variável fundamental para a rentabilidade da produção de açúcar e etanol.
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