O último fim de semana do inverno será marcado por uma virada expressiva nas condições do tempo no Brasil, com a formação de uma área de baixa pressão e a posterior ciclogênese de um ciclone extratropical na costa do Rio Grande do Sul gerando temporais severos, vendavais de até 90 km/h e acumulados expressivos de chuva sobre os estados do Sul e áreas do Sudeste, de acordo com o prognóstico agrometeorológico elaborado pela Climatempo. O fluxo intenso de umidade também organiza instabilidades sobre o sul de Mato Grosso do Sul e a faixa costeira do Nordeste, enquanto o interior do país — compreendendo a maior parte do Centro-Oeste, o sertão nordestino e o leste do Norte — segue sob bloqueio atmosférico, calor extremo próximo aos 40 °C e índices perigosamente baixos de umidade relativa do ar.
Região Sul
Sexta-feira tem temporais no Sul e ventos de 90 km/h no Nordeste
Previsão do tempo aponta geada no Sul e chuva no Sudeste
No sábado (19), a atuação de uma baixa pressão continental entre o Paraguai e a Região Sul, aliada a um cavado em altitude, encerra a estabilidade da semana. As chuvas ganham força no oeste, noroeste e norte do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no sul e sudoeste do Paraná, com temporais, raios e vendavais que podem atingir 90 km/h no litoral norte e médio gaúcho, sul catarinense e faixa oeste paranaense e catarinense. As áreas sob maior perigo para volumes excessivos concentram-se no oeste, sudoeste e sul do Paraná e no norte e noroeste gaúcho. Na Campanha e no sul do Rio Grande do Sul, o sol aparece entre nuvens com precipitações pontuais.
No domingo (20), o processo de ciclogênese deflagra um ciclone extratropical próximo à costa gaúcha, intensificando o transporte de ar quente e úmido. O sistema desencadeia temporais severos com risco de granizo e rajadas superiores a 90 km/h. O sudoeste gaúcho inicia recuperação gradativa, mas a chuva segue volumosa em Santa Catarina, no norte, centro-sul e leste do Paraná, e nas faixas central, norte, oeste e sudeste do Rio Grande do Sul, com alerta máximo para deslizamentos e alagamentos no Paraná decorrentes do solo saturado.
Região Sudeste
No sábado (19), a circulação marítima retém bastante nebulosidade com chuva fraca a moderada no litoral paulista, Rio de Janeiro, Zona da Mata, leste e nordeste mineiro e sul capixaba. Em contrapartida, o Triângulo Mineiro, o oeste de Minas e o interior paulista mantêm sol forte e calor pela manhã. A partir da tarde, a aproximação da área de baixa pressão espalha pancadas fortes no oeste, noroeste, centro, sul e sudoeste de São Paulo, além do Triângulo Mineiro, com temporais na divisa sul-paulista.
No domingo (20), as precipitações ganham corpo logo cedo na metade oeste e sul de São Paulo e avançam para todo o estado ao longo do dia, com risco elevado de tempestades na divisa com o Paraná. No Rio de Janeiro, o aumento da cobertura de nuvens traz chuva isolada à Costa Verde e sul fluminense à tarde. O Sul de Minas e a Zona da Mata enfrentam chuvas moderadas a fortes com temporais no extremo sul do estado. O interior do Espírito Santo segue quente e seco. Rajadas alcançam 70 km/h no sul de São Paulo, Sul de Minas e centro-norte fluminense.
Região Centro-Oeste
No sábado (19), o forte aquecimento predomina em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, com umidade entre 20% e 30% nas regiões norte e oeste goianas. No entanto, o sul, sudoeste e oeste de Mato Grosso do Sul sentem os reflexos da baixa pressão, com pancadas fortes de chuva, risco de temporais severos e rajadas que podem bater 90 km/h no extremo sul do estado. Instabilidades também alcançam o leste sul-mato-grossense, o sul de Goiás e o sudoeste de Mato Grosso.
No domingo (20), a persistência da instabilidade mantém chuva de forte intensidade e risco de granizo no sul e leste de Mato Grosso do Sul. Em Goiás, no Distrito Federal e no oeste mato-grossense, ocorrem apenas pancadas rápidas e isoladas sob calor persistente. O padrão de secura crítica segue inalterado na maior parte de Mato Grosso e Goiás, com destaque para as áreas sul e sudeste mato-grossenses, onde a umidade do ar despenca para a faixa entre 12% e 20%.
Região Nordeste
No sábado (19), perturbações em médios níveis organizam pancadas entre o litoral de Sergipe e do Rio Grande do Norte, além da costa maranhense. A aproximação de um sistema frontal no oceano intensifica a chuva entre o Recôncavo Baiano e Ilhéus, com risco de temporais. O sertão nordestino e o semiárido mantêm ar tórrido e índices críticos de umidade entre 12% e 20% no sul do Maranhão e do Piauí, com ventos isolados de até 70 km/h.
No domingo (20), a faixa costeira leste segue com pancadas moderadas a fortes, com acumulados expressivos concentrados em Salvador, no Recôncavo e no litoral norte da Bahia. Em contrapartida, todo o interior baiano, sertão de Pernambuco, Ceará e Piauí permanecem com tempo seco, céu limpo, marcas térmicas que se aproximam dos 38 °C e umidade relativa estagnada entre 20% e 30%.
Região Norte
No sábado (19), a chuva convectiva permanece restrita ao oeste, centro e norte do Amazonas, oeste de Roraima, sul rondoniense e litoral paraense, com pancadas fortes e trovoadas. O tempo seco domina as demais áreas, mantendo índices de umidade entre 20% e 30% no Tocantins e no sudeste do Pará.
No domingo (20), as precipitações seguem concentradas no Acre, oeste e norte amazonense, norte de Rondônia e noroeste do Pará. Do centro para o leste da região, a massa de ar seco ganha intensidade, elevando as temperaturas máximas para a casa dos 40 °C no Tocantins, sudeste do Pará e leste do Amazonas. O Tocantins permanece em alerta para ventos secos de até 70 km/h e elevado perigo de focos de queimadas.
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