Preços de hortigranjeiros caem e aliviam consumo no Paraná
Queda nos preços no atacado melhora o abastecimento em 2026, enquanto suinocultura bate recorde e milho avança com boas perspectivas no Estado
Redução nos preços dos hortigranjeiros no Paraná favorece o consumo. Foto: Jaelson Lucas / AEN
O agronegócio paranaense inicia 2026 em um cenário positivo, marcado por recordes produtivos, boas perspectivas para as lavouras e melhora no abastecimento alimentar. Segundo o Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), os preços mais acessíveis no segmento de hortigranjeiros beneficiam diretamente o consumidor e estimulam o consumo desses alimentos.
Hortigranjeiros
Dados da Ceasa Paraná indicam que a maioria dos hortigranjeiros apresentou queda nos preços no atacado na comparação entre 2025 e 2024. Esse movimento reflete a sazonalidade das culturas e o planejamento da produção para atender à demanda do período de festas.
Dos 30 principais produtos acompanhados, 22 registraram redução de preços. Entre eles estão itens básicos da alimentação, como batata, cebola, beterraba e cenoura. Frutas bastante consumidas, como abacaxi e laranja, também ficaram mais baratas. Para o consumidor, o cenário favorece o abastecimento. Para o produtor, reforça a importância da organização da oferta e da gestão eficiente para manter a sustentabilidade e a rentabilidade da horticultura no Estado.
Suínos
A suinocultura paranaense encerrou 2025 em nível histórico. De acordo com o Deral, o Paraná exportou 236 mil toneladas de carne suína, com receita de US$ 597 milhões. Esse é o maior resultado desde o início da série histórica, em 1997.
O avanço em volume e valor elevou a participação do Estado nas exportações nacionais de 14% para 16%, consolidando o Paraná como o terceiro maior exportador brasileiro. Além disso, houve ampliação e diversificação dos mercados compradores. As Filipinas assumiram a liderança nas importações, superando Hong Kong após 14 anos, enquanto países da América do Sul e do Sudeste Asiático aumentaram suas compras.
Milho
A produção de milho segue em ritmo consistente. O plantio da segunda safra já começou em áreas pontuais do Sudoeste, logo após a colheita do feijão. Embora a área plantada ainda seja pequena, a projeção do Deral aponta 2,84 milhões de hectares, volume 1% superior ao da safra anterior, podendo ser ajustado conforme o avanço da colheita da soja.
Na primeira safra, o cenário é amplamente favorável. Cerca de 93% das lavouras estão em boas condições, índice semelhante ao observado em anos de recorde de produtividade. Com área cultivada de 339 mil hectares, a expectativa é de uma produção de 3,47 milhões de toneladas, reforçando o milho como base estratégica para a alimentação animal e para o equilíbrio das cadeias agroindustriais do Paraná.
