Alckmin destaca acordo Mercosul-UE como motor de investimentos e competitividade
Vice-presidente destaca fortalecimento do multilateralismo, ganhos em sustentabilidade e impactos positivos sobre empregos, competitividade e preços no Brasil
Geraldo Alckmin, afirmou que o acordo Mercosul–União Europeia cria oportunidades para a indústria brasileira. Foto: MDIC / Divulgação
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, celebrou o aval do Conselho Europeu para a assinatura do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo ele, a decisão representa um avanço estratégico para a economia brasileira e para o comércio internacional baseado em regras.
De acordo com Alckmin, o acordo fortalece o multilateralismo, amplia investimentos e cria novas oportunidades para a indústria nacional. Além disso, contribui para a geração de empregos, o aumento da competitividade e a ampliação da oferta de produtos com preços mais acessíveis ao consumidor.
O vice-presidente também ressaltou os ganhos na agenda ambiental. Para ele, o compromisso do Brasil com o combate às mudanças climáticas, a redução do desmatamento e a preservação das florestas foi decisivo para o avanço das negociações. “É um acordo de ganha-ganha, que alia crescimento econômico e sustentabilidade”, afirmou.
No campo industrial, Alckmin destacou o peso do mercado europeu para o setor. Em 2025, a indústria de transformação brasileira exportou US$ 23,6 bilhões para a União Europeia, volume equivalente a 12,5% das vendas externas do segmento.
Segundo o ministro, o resultado reflete o empenho do governo brasileiro e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele lembrou que o Brasil assumiu uma postura mais ativa na defesa do multilateralismo e no cumprimento de compromissos ambientais, fatores que ajudaram a destravar o acordo após mais de duas décadas de negociações.
O acordo entre Mercosul e União Europeia reúne cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto superior a US$ 22 trilhões. Trata-se do maior pacto comercial já negociado pelo Mercosul e de um dos mais relevantes firmados pela União Europeia com parceiros externos.
Além de consolidar os pilares de diálogo político, cooperação e comércio, o acordo antecipa benefícios econômicos. Entre eles estão a redução de tarifas, a ampliação do acesso a mercados, a facilitação de investimentos e o estímulo ao comércio de serviços.
Próximos passos
Com o sinal verde do Conselho Europeu, a próxima etapa será a assinatura do acordo, prevista para ocorrer no Paraguai, que exerce a presidência do Mercosul. A data ainda será definida.
Após a assinatura, o texto precisará ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos dos países do Mercosul. A parte comercial poderá entrar em vigor antes das demais, desde que aprovada pelo Congresso Nacional e pelo Parlamento Europeu.
Alckmin afirmou acreditar que o acordo possa começar a valer ainda neste ano, ampliando oportunidades para empresas brasileiras e fortalecendo a inserção do país no comércio global.
