O mercado futuro da soja opera em baixa de 3 pontos na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira (15), com o contrato de vencimento para novembro cotado a US$ 12,74 por bushel, de acordo com informações divulgadas no boletim matinal da Granoeste Corretora. O recuo estende as perdas apuradas na sessão anterior, quando as cotações já haviam cedido entre 6 e 8 pontos. Apesar da venda recente de quase 500 mil toneladas de soja norte-americana para a China, o fator preponderante nas mesas de operação continua sendo o peso do aumento de oferta imediata, impulsionado pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pelas projeções que indicam uma colheita recorde no país, superando 124,0 milhões de toneladas.
Outro componente de pressão destacado pela Granoeste Corretora é o fortalecimento do dólar no cenário internacional, fator macroeconômico que encarece a compra de produtos importados para os países consumidores.
Soja opera em alta em Chicago e atinge US$ 12,88 no mês
Soja opera em leve queda com safra recorde nos EUA
No campo norte-americano, o clima favorável permitiu que os trabalhos de colheita avançassem mais de 20 pontos percentuais na semana passada, atingindo 46% da área total projetada, com previsões meteorológicas indicando a continuidade de condições propícias para a sequência das máquinas nas lavouras.
Ainda na jornada de hoje, a Associação Nacional dos Processadores de Sementes Oleaginosas dos EUA (NOPA) divulgará os dados oficiais de processamento relativos ao mês de setembro. A expectativa do mercado situa-se ao redor de 5,45 milhões de toneladas, volume ligeiramente inferior ao registrado em agosto. Apesar dessa leve retração mensal no esmagamento, a demanda interna norte-americana permanece aquecida pelo consumo sustentado de farelo e, sobretudo, pelo óleo de soja voltado à fabricação de biodiesel.
Brasil sob o efeito el niño: negócios congelados e olho nas nuvens
No mercado doméstico brasileiro, a comercialização física permanece travada, evidenciando uma distância expressiva entre os valores pedidos pelos agricultores nos poucos lotes colocados à venda e as ordens de compra oferecidas pelas tradings e cerealistas. Com a atenção quase que exclusivamente voltada à semeadura da nova safra, os produtores rurais monitoram com preocupação as oscilações climáticas no campo.
A consolidação do fenômeno El Niño já remodela os padrões climáticos nas principais regiões produtoras do país, gerando excesso de umidade e chuvas frequentes nos estados da Região Sul, em contraposição à redução de umidade observada em amplas faixas do Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
No setor portuário, os prêmios de exportação são indicados na faixa entre 140 e 155 pontos no spot; para embarques em dezembro, situam-se entre 145 e 160 pontos, recuando para a faixa de 85 a 120 pontos nas posições referentes a janeiro.
Nos balcões de negócios do interior, as indicações de compra no Oeste do Paraná mantêm-se bastante dispersas, oscilando de R$ 145,00 a R$ 148,00 por saca, com os valores condicionados aos prazos de liquidação financeira e à localização geográfica do armazém. Já no Porto de Paranaguá, a referência de compra trabalha no patamar de R$ 156,00 a R$ 158,00 por saca, variando conforme os prazos de pagamento (mais curtos ou mais alongados) e as escalas de carregamento.
