O mercado internacional da soja opera com ligeiras perdas no intervalo da manhã desta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), com o contrato para entrega em novembro cotado a US$ 12,86 por bushel, segundo informações divulgadas no boletim matinal da Granoeste Corretora. O recuo consolida a tendência iniciada no pregão anterior, quando os preços cederam entre 4 e 5 pontos, revertendo parte dos ganhos acumulados na semana passada, quando o grão havia subido cerca de 1%.
Os operadores buscam precificar os novos fundamentos globais após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgar seu relatório mensal de oferta e demanda na última sexta-feira. Surpreendendo as projeções do mercado, que esperavam um volume próximo de 123,0 milhões de toneladas (MT), o órgão oficial elevou a estimativa para a safra norte-americana a um recorde histórico de 124,15 MT.
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Os demais indicadores para os Estados Unidos vieram em linha com as projeções, mantendo estoques finais em 8,57 MT e exportações em 46,1 MT. Em âmbito global, o consumo foi projetado em 442,2 MT e os estoques finais em 124,3 MT, com importações da China estimadas em 115,0 MT. A colheita nos Estados Unidos já se aproxima de 50% de conclusão, com atualização de progresso aguardada para a tarde desta terça-feira, enquanto os analistas monitoram se os importadores chineses acelerarão novas compras em território norte-americano.
Janela Brasileira: plantio acelerado e negócios travados no interior
Em relação ao cenário brasileiro, a consultoria Granoeste aponta que a atenção fundamentalista se concentra no ritmo acelerado de semeadura da nova safra. O USDA projeta a produção do país em 186,0 MT, com exportações estimadas em 118,0 MT — superando os 180,5 MT colhidos e os 114,5 MT exportados no ciclo anterior.
Levantamento da consultoria Safras Mercado aponta que o plantio da safra 2026/27 já atingiu 20,4% da área nacional. O ritmo é substancialmente superior aos 11,2% registrados em igual período do ano passado e supera a média histórica para esta época do ano, que é de 15,1%.
No mercado físico brasileiro, o fluxo de comercialização permanece travado, condicionado pelo distanciamento entre as pedidas dos vendedores para os poucos lotes remanescentes e as contrapropostas das tradings e indústrias. A forte retração na cotação do dólar frente ao real segue como a principal âncora de pressão sobre a paridade de exportação:
Prêmios nos Portos: indicados entre +125 e +140 pontos para entrega spot; entre +145 e +160 para novembro; e entre +140 e +160 pontos para dezembro;
Oeste do Paraná: cotações de compra dispersas, variando de R$ 145,00 a R$ 148,00 por saca, dependendo do prazo financeiro acordado e da praça de embarque;
Porto de Paranaguá: indicações nominais na faixa de R$ 156,00 a R$ 158,00 por saca, oscilando de acordo com prazos de pagamento mais curtos ou elásticos.
