O mercado internacional da soja opera com desvalorizações moderadas no intervalo de negociações desta segunda-feira na Bolsa de Chicago (CBOT), com o contrato para entrega em novembro cotado no patamar de US$ 12,60 por bushel, segundo informações divulgadas no boletim matinal da Granoeste Corretora. O recuo dá continuidade à pressão vendedora observada na semana anterior, quando as cotações acumularam baixa próxima a 2,5%, reflexo direto da evolução da colheita nos Estados Unidos e da projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de uma safra recorde logo acima de 124,0 milhões de toneladas.
O mercado aguarda a atualização semanal do USDA, prevista para o final da tarde de hoje, que trará o ritmo da colheita norte-americana — índice que estava fixado em 46% no relatório passado. No campo da demanda, os operadores acompanham de perto o interesse dos importadores chineses pelo grão dos Estados Unidos, após a retomada pontual de compras que movimentaram mais de 500 mil toneladas na última semana.
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No cenário doméstico, os trabalhos de semeadura da safra 2026/27 seguem em ritmo acelerado e superam os padrões das temporadas recentes. Levantamento da consultoria Safras aponta que o plantio nacional alcançou 29,5% da área prevista, superando com folga os 21,5% registrados no mesmo período do ano passado e ficando à frente da média histórica de 27%.
O destaque de produtividade e velocidade segue no Centro-Oeste: o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) calcula que 51,8% da área destinada à oleaginosa já foi semeada em Mato Grosso, frente a 43,6% apurados na mesma época do ciclo anterior.
Conforme a análise da Granoeste Corretora, a comercialização interna permanece praticamente paralisada e sem volume relevante de ofertas. Diante da desvalorização recente das cotações, os produtores rurais optam por priorizar as operações de plantio no campo e monitoram com cautela as irregularidades no regime de chuvas provocadas pela atuação de um forte evento El Niño.
No balizador dos prêmios de exportação, as indicações no mercado spot variam entre 145 e 160 pontos. Para embarque em dezembro, as referências oscilam entre 150 e 160 pontos, recuando para a faixa de 85 a 120 pontos nos contratos com entrega em janeiro de 2027.
Nas praças do interior, as indicações de compra no oeste do Paraná encontram-se bastante dispersas, posicionadas entre R$ 144,00 e R$ 146,00 por saca. Para entrega no porto de Paranaguá, os valores giram entre R$ 155,00 e R$ 157,00 por saca, com variações atreladas aos prazos de pagamento (mais curtos ou alongados) e, nas praças interioranas, condicionados também ao ponto de carregamento e à data de embarque do lote.
