A diversificação dos canais de comercialização de pescado e a inserção de produtos brasileiros nas principais rotas mundiais estarão no centro das atenções durante a Seafood Show, realizada de 20 a 22 de outubro no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP). No dia de abertura do evento, o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, integrará o painel internacional intitulado "O mundo do pescado: desafios e oportunidades de polos produtivos globais".
O debate colocará frente a frente diferentes realidades de oferta e consumo, confrontando as vantagens competitivas da tilápia brasileira com o panga do Vietnã, o bacalhau capturado na Rússia e o perfil de demanda dos importadores da Itália.
Exportação de tilápia sobe 7% mas custo alto aperta margem
Divisórias em aquários reduzem o stresse em tilápias
A discussão coincide com um ciclo de consolidação técnica e de volume da piscicultura no Brasil. Dados do Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, compilado pela Peixe BR, revelam que a produção nacional ultrapassou a marca de 1 milhão de toneladas em 2025, alcançando expansão de 4,41% na comparação anual.
A tilápia sustentou o papel de principal motor da cadeia, registrando 707.495 toneladas — montante que equivale a cerca de 70% de todo o pescado cultivado em tanques-rede e viveiros escavados no país. O levantamento também mapeia o avanço de peixes nativos, encabeçados pelo tambaqui e pelo pirarucu, além de outras espécies de interesse comercial.
"Até 2040, o país almeja atingir uma marca maior de produção e subir no ranking da piscicultura global. Esse objetivo será alcançado por meio de investimentos em genética, nutrição, manejo, equipamentos, sanidade, produção, processamento e, principalmente, comercialização nos mercados interno e externo", ressalta Francisco Medeiros.
Feira cresce 43% e foca em rodadas de negócios
Organizada pela Francal em parceria institucional com a Seafood Brasil, a feira expandiu a sua área física de exposição em 43%, reunindo 120 marcas expositoras nacionais e estrangeiras distribuídas em quatro pavilhões setoriais.
Para acelerar a conversão em contratos de compra, a programação estrutura ações diretas de aproximação comercial. O Seafood Buyers Program selecionou 140 compradores de grande porte com foco nos segmentos de redes de supermercados, atacados e operadores de food service.
Em paralelo, a feira contará com uma rodada de negócios voltada ao comércio exterior com a vinda de sete compradores internacionais, articulada por meio do programa Exporta Mais Brasil em cooperação com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
