A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou nesta atualização mensal o balanço de oferta e demanda do Complexo Soja para 2026. Os números consolidados confirmam o forte ritmo da indústria processadora brasileira, impulsionado pela absorção de matéria-prima no mercado interno e pelo apetite comprador do mercado internacional.
No acumulado de janeiro a junho de 2026, o processamento de soja no Brasil alcançou 28,30 milhões de toneladas. O resultado representa uma expansão de 7,7% frente ao volume registrado em igual período de 2025, considerando o ajuste amostral da entidade.
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Em junho, o esmagamento somou 4,95 milhões de toneladas, o que corresponde a uma alta de 7,3% na comparação anual com junho de 2025 e um recuo conjuntural de 5,3% em relação ao mês anterior (maio de 2026). Para o fechamento do ano civil de 2026, a Abiove projeta um processamento total de 63,30 milhões de toneladas do grão.
Balanço do grão: safra em 180,4 milhões de t e exportações de 115,4 mi de t
A estimativa da safra nacional de soja em grão para 2026 está fixada em 180,46 milhões de toneladas, alinhada ao mais recente levantamento oficial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O quadro de oferta e demanda do grão para o ano civil apresenta estoque inicial de 6,81 milhões de toneladas, produção de 180,46 milhões de toneladas e importação estimada em 900 mil toneladas. Do lado da demanda e destinação, as exportações estão projetadas em 115,40 milhões de toneladas, o processamento industrial em 63,30 milhões de toneladas e o volume para sementes e outros usos em 3,00 milhões de toneladas, resultando em um estoque final total projetado de 6,47 milhões de toneladas.
Derivados: exportação de farelo sobe para 25,3 mi de t e óleo mantém equilíbrio
O principal destaque do relatório recai sobre o farelo de soja, cuja projeção de exportação foi reajustada para cima em 1,6%, passando de 24,90 para 25,30 milhões de toneladas. A produção total do derivado permanece estimada em 48,70 milhões de toneladas, com o consumo interno absorvendo 21,40 milhões de toneladas e o estoque final estimado em 4,09 milhões de toneladas (-8,9% frente à previsão anterior).
Para o segmento de óleo de soja, os indicadores mantêm-se estáveis, com produção projetada em 12,75 milhões de toneladas e importação estimada em 125 mil toneladas.
No consumo interno, impulsionado pelo mandato de biocombustíveis e pela indústria alimentícia, a demanda absorve 11,00 milhões de toneladas, enquanto as exportações estão previstas em 1,70 milhão de toneladas, projetando um estoque final de 836 mil toneladas para o derivado.
Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, ressalta a relevância dos dados para o setor: "A revisão das estimativas reflete a manutenção do dinamismo no processamento nacional de soja e a sólida demanda externa, impulsionada pelo avanço nas exportações de farelo. O crescimento contínuo do esmagamento no acumulado do ano reforça a capacidade operacional e a competitividade do setor industrial brasileiro. Seguimos acompanhando as variáveis de oferta e demanda com prudência para garantir o abastecimento dos mercados interno e externo."
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