A neutralidade do carbono até 2030, maiores e melhores índices de produtividade do rebanho, organização e a busca de uma infraestrutura mais adequada compõem a expectativa futura para a atividade agropecuária voltada para o a segurança alimentar. É a dedução lógica do Gerar Corte, promovido pela Zoetis nestes últimos dois dias. Trata-se de um grupo especializado e itinerante focado em debater, analisar e divulgar dados sobre reprodução de bovinos de corte, com forte ênfase na técnica de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF).
O GERAR (Grupo Especializado em Reprodução Aplicada ao Rebanho) reúne centenas de técnicos, médicos veterinários e pesquisadores para compilar milhões de dados de campo sobre eficiência reprodutiva e manejo de cria. Os encontros regionais discutem gargalos da pecuária local, estratégias para transformar taxas de prenhez em mais bezerros desmamados e a evolução dos índices reprodutivos de Goiás — que historicamente se destaca pelo volume de dados e relevância no rebanho nacional.
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A reportagem acompanhou, ontem, 22, as palestras de dois especialistas, Reinaldo Cooke e Vitor Mercadante. O primeiro é graduado em Zootecnia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, mestrado em Animal Sciences - University of Florida e doutorado em Animal Sciences - University of Florida. Atualmente é Full Professor na Texas AM University (EUA). Vitor é coordenador da área de Zootecnia da Escola de Agricultura e Sustentabilidade Alimentar. Depois de quinze anos em grandes centros de pesquisa dos Estados Unidos, transferiu-se para aQueennsland, na Austrália.Na universidade Vitor desenvolve trabalhos de melhoramento biotecnologias e sistemas, que podem impactar a produção de carne bovina. Na sua visão, “só podem ser alcançados pela combinação de pesquisas básica e aplicados”. Além disso, acredita que existe uma necessidade crítica de que as descobertas da pesquisa sejam seguidas pela criação de programas de extensão para disseminar o conhecimento científico para as partes interessadas e o público em geral.“Meu programa está focado em melhorar a fertilidade e a eficiência reprodutiva de fêmeas bovinas por meio de uma melhor compreensão da fisiologia reprodutiva, do avanço das biotecnologias reprodutivas e do desenvolvimento de estratégias de manejo para aumentar o sucesso reprodutivo’, discorre.Depois de apresentar uma panorâmica do país asiático, fez considerações sobre a pecuária de corte australiana. É no ranking pecuário, o segundo maior exportador de carne, gerando uma receita superior a 21 bilhões de dólares. Exporta ainda gado em pé e como o solo é árido, é comum os confinamentos sob árvores para não maltratar os animais. Mais de 328 milhões são investidos na pesquisa pecuária, comparando com o Brasil, revelou que a Embrapa seu orçamento se restringe a 180 milhões de dólares.Reinaldo Cooke teve uma palestra mais voltada para os Estados Unidos e fazendo alguns paralelos com o Brasil. Disse da importância da inseminação, da recria e enalteceu os criadores brasileiros pelo desempenho. Ofereceu alguns dados curiosos, revelando que o rebanho americano diminui desde 1970. Naqueles anos, eram 132 milhões de cabeças. Hoje estão limitadas a 86,7 milhões.Outra curiosidade: o produtor de leite produz novilhas de reposição. Um dado interessante, o criador americano produz mais carne com menos gado. O frigorífico paga mais pela qualidade da carcaça. E o animal é pesado antes do abate.
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