A quinta-feira, 24 de setembro, será marcada por uma nítida divisão nas condições meteorológicas em território nacional, segundo dados apurados junto à Climatempo. Enquanto o avanço de uma massa de ar frio derruba os termômetros e traz risco de geada para áreas serranas e da Campanha gaúcha, o deslocamento de uma frente fria mantém o tempo instável com chuva forte e risco de temporais no Sudeste. Paralelamente, o Centro-Oeste e o Norte registram pancadas convectivas intercaladas por calor intenso, ao passo que o Nordeste conserva o ar seco predominante sobre a maior parte do sertão.
Região Sul:
Previsão de quarta traz temporais no Sudeste e frio no Sul
Frente fria traz temporais a SP e alerta de chuva no PR
Uma massa de ar frio associada a um centro de alta pressão atmosférica sobre o oceano garante condições de tempo firme e céu aberto nos três estados sulistas. O resfriamento noturno será expressivo na madrugada e no início da manhã, criando condições propícias para a formação de geada na Campanha e no Sudeste do Rio Grande do Sul, bem como nos pontos mais elevados das serras Gaúcha e Catarinense. No período vespertino, as marcas térmicas iniciam uma recuperação gradativa, especialmente sobre as faixas a oeste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No entanto, no noroeste do território gaúcho, o índice de umidade relativa do ar sofre retração acentuada, oscilando entre níveis críticos de 21% e 30%.
Região Sudeste:
O sistema frontal continua seu deslocamento gradual em direção ao litoral do Espírito Santo, sustentando canal de umidade que favorece precipitações moderadas a fortes sobre os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, além da porção leste de São Paulo e de Minas Gerais, com potencial para ocorrência de temporais pontuais. Em solo mineiro, as áreas de instabilidade ganham amplitude ao longo do período e atingem com vigor as regiões da Zona da Mata, Sul, Leste, Central, Noroeste e o Norte do estado. As precipitações persistem até a noite na faixa costeira fluminense e capixaba, acompanhadas de temperaturas amenas em razão da maior cobertura de nuvens e do ingresso de ventos marítimos mais frios.
Região Centro-Oeste:
O padrão de instabilidade atmosférica arrefece na maior parcela da região central. Ocorrências de pancadas isoladas de chuva concentram-se a partir da tarde no norte e leste de Mato Grosso, bem como no centro-norte goiano, onde episódios convectivos podem ganhar força passageira. Em Mato Grosso do Sul, o predomínio volta a ser de tempo estável, restando apenas probabilidade remota de chuva fraca no leste e norte sul-mato-grossense. As temperaturas permanecem elevadas em todas as capitais e a umidade do ar entra em declínio nas áreas a oeste de Mato Grosso do Sul, mantendo índices ressecados entre 21% e 30%.
Região Nordeste:
A circulação dos ventos úmidos oceânicos alimenta instabilidades passageiras no litoral e na porção sul da Bahia, alcançando também trechos do oeste e sudoeste baiano, além de chuvas moderadas na linha costeira entre o Maranhão e o Ceará. Já no interior da região, o quadro segue inalterado, dominado por forte estiagem, insolação prolongada e altas temperaturas. Cidades do norte baiano, centro-sul do Piauí e Ceará, além do sertão de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, continuam registrando baixos índices de umidade relativa ao longo da tarde.
Região Norte:
O fluxo contínuo de umidade tropical somado ao aquecimento diurno fomenta a formação de nuvens carregadas com pancadas moderadas a fortes no Amazonas, Roraima e no norte de Rondônia. O estado do Pará experimenta intensificação das instabilidades nos seus setores centro-sul e oeste, enquanto o Tocantins mantém cenário para temporais em pontos isolados. Em áreas onde o tempo segue firme, o calor expressivo dita o ritmo, com temperaturas vespertinas bastante elevadas sobre o Tocantins e a porção oriental paraense.
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