A área experimental de aproximadamente seis hectares destinada a sediar a 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, localizada na Estação Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), consolida-se como um dos principais centros práticos de difusão técnica para a agricultura irrigada no Sul do país. Programado para ocorrer entre os dias 16 e 18 de fevereiro de 2027, o evento apresentará aos produtores um ecossistema completo de rotação e integração de cultivos em áreas de várzea.
A estrutura do espaço demonstrativo foi planejada para ir além do protagonismo do grão tradicional. A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), entidade realizadora do evento com a correalização da Embrapa e do Senar e apoio do Irga, executa intervenções no perfil do solo, em sistemas de drenagem superficial e subsuperficial, e em infraestruturas de irrigação para permitir que diferentes culturas atinjam máxima performance.
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O diretor Técnico da Federarroz, André Matos, enfatiza a mudança de paradigma nos campos arrozeiros: "O protagonista, arroz, está sendo cercado cada vez mais por opções como a soja, o milho, o girassol, o próprio sorgo e culturas forrageiras. Essas alternativas estão cada vez mais presentes dentro da vitrine. Estamos fazendo todas as adequações para preparar o solo e dar todas as condições, seja de fertilidade, seja de drenagem, seja de irrigação, para que essas culturas possam expressar o máximo potencial produtivo."
No campo agronômico, a área dedicada ao cereal foi implantada sob sistema de plantio direto, sucedendo a colheita de soja da safra anterior e a rotação com um mix de espécies forrageiras utilizado para cobertura vegetal e estruturação do solo durante o inverno. A semeadura contempla materiais genéticos de ponta desenvolvidos pelas principais instituições do setor, como a cultivar Pampa Clearfield (do Instituto Rio-Grandense do Arroz - Irga), a IRGA 432 (Embrapa) e a Provisia 132 (Basf).
A dinâmica adotada objetiva aprofundar a reciclagem de nutrientes, recompor a microbiota do solo e reduzir a dependência da monocultura do arroz inundado. Para as lideranças da Federarroz, consolidar a convivência de oleaginosas, cereais de verão e pastagens integradas em solos de terras baixas é o caminho prioritário para garantir estabilidade de renda e resiliência biológica ao produtor gaúcho nas próximas safras.
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