Os contratos futuros do milho registram perdas no intervalo da manhã desta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), com o vencimento de dezembro cedendo 5 pontos e cotado a US$ 5,31 por bushel, segundo boletim divulgado pela Granoeste Corretora. O recuo acentua a desvalorização da sessão anterior, quando o cereal encerrou com perdas de 5 a 6 centavos de dólar nos primeiros vencimentos. Na B3, o mercado futuro doméstico acompanha o movimento de cautela, com o contrato de novembro negociado a R$ 75,85 por saca (frente aos R$ 75,99 do fechamento anterior) e janeiro de 2027 a R$ 79,65 (contra R$ 79,75 da véspera).
A dinâmica internacional segue condicionada à expectativa pelo encontro formal entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, agendado para esta quinta-feira. Os agentes do setor aguardam eventuais avanços bilaterais capazes de destravar o fluxo de compras de produtos agrícolas entre os dois gigantes, que figuram como o maior exportador e o maior importador global do agronegócio. Apesar do viés negativo do dia, a CBOT ainda sustenta as cotações nos patamares mais elevados em mais de dois anos, mesmo diante da colheita norte-americana em curso, estimada em 13% da área total no início desta semana.
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No cenário nacional, a Granoeste Corretora aponta que o mercado físico mantém expectativas firmes quanto à consolidação de preços atrativos ao longo das próximas semanas. A ponta vendedora segue reticente e a disponibilidade de lotes para negociação imediata permanece limitada no interior do país, sustentando o balcão.
A atenção do produtor rural está voltada para o campo, concentrada na implantação da safra de verão e no monitoramento rigoroso das janelas de chuva nos mapas meteorológicos. No balcão físico, as indicações de compra no oeste do Paraná circulam entre R$ 63,00 e R$ 65,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, os valores balizam negócios na faixa de R$ 72,00 a R$ 74,00 por saca, com diferenciais que variam de acordo com as condições de prazo de pagamento e a localização dos armazéns. No mercado financeiro, o dólar comercial opera em alta, cotado a R$ 5,13, após encerrar a sessão anterior a R$ 5,102.
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