O mercado futuro de milho abriu a semana registrando desvalorização tanto no cenário internacional quanto na bolsa brasileira. De acordo com o boletim financeiro divulgado pela Granoeste Corretora, o vencimento setembro na Bolsa de Chicago (CBOT) operava no intervalo da sessão cotado a US$ 4,38 por bushel, com recuo de 2 pontos — dando continuidade às perdas da semana anterior, quando o primeiro contrato acumulou queda de 2,5%.
A tendência de baixa refletiu-se de forma direta no mercado futuro doméstico. Na B3 (BMFBovespa), o contrato de milho para setembro caiu para o patamar de R$ 68,80 por saca (frente ao fechamento anterior de R$ 69,20), enquanto o vencimento novembro retrocedeu para R$ 73,60 por saca (contra R$ 73,90 do ajuste prévio).
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Três fatores externos combinados exercem forte pressão sobre o vetor de preços do cereal: a queda acentuada nas cotações do petróleo no mercado financeiro, a melhora nas condições climáticas e pluviométricas no Meio-Oeste norte-americano e a valorização global do dólar, que encarece a atratividade do produto frente aos países importadores. No mercado cambial, a moeda norte-americana operava em estabilidade, cotada a R$ 5,06 (após fechar a sessão anterior em R$ 5,068).
Mercado Interno: Qualidade de grãos e pedidas firmes no Paraná
No ambiente doméstico, o ritmo das negociações segue cadenciado e sem grande volume de negócios travados no spot. Segundo análises da Granoeste Corretora, os agricultores mantêm posições de venda mais firmes na tentativa de defender as margens de rentabilidade da segunda safra.
A grande preocupação do setor produtivo do Sul do País concentra-se nos aspectos fitossanitários da colheita. Em regiões estratégicas do Paraná — com destaque para o Oeste e o Sudoeste do estado —, produtores enfrentam severos problemas de qualidade nos lotes colhidos. A elevada incidência de grãos ardidos é resultado direto de adversidades meteorológicas ocorridas ao longo do desenvolvimento da cultura, marcada pela ocorrência de geadas na fase de enchimento e, posteriormente, pelo excesso de umidade durante os trabalhos de campo.
No tocante às referências de preços para a comercialização no Paraná, as indicações de compra reportadas pela corretora para o Oeste do estado situam-se na faixa entre R$ 60,00 e R$ 63,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, as ofertas de compra variam entre R$ 67,00 e R$ 69,00 por saca, com os valores flutuando conforme os prazos de pagamento acordados e a localização logística das propriedades no interior.
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