Mesmo com a colheita da segunda safra 2025/26 em fase final e projeções de grande volume de produção nacional, os preços do milho mantêm trajetória de alta no mercado físico brasileiro. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), o Indicador ESALQ/BMFBovespa (referência para a região de Campinas/SP) acumulou valorização de 5,8% na parcial de agosto (até o dia 27).
O movimento de sustentação das cotações ocorre em meio a uma postura cautelosa de ambos os lados da negociação, resultando em negócios fechados de forma pontual no mercado disponível.
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Oferta restrita e pressão consumidora no curto prazo
Segundo os pesquisadores do Cepea, os produtores rurais seguem limitando a oferta de novos lotes no mercado doméstico. A estratégia dos agricultores visa aguardar patamares mais atrativos de comercialização, impulsionados pela recente valorização do cereal nas bolsas internacionais.
Do lado da demanda, o mercado opera dividido:
Indústrias com estoques: companhias com posições mais confortáveis preferem consumir suas reservas próprias e postergar aquisições de grandes volumes;
Compradores com demanda imediata: empresas que necessitam de reposição rápida para cumprir contratos de curto prazo acabam aceitando os valores mais elevados exigidos pelos vendedores para assegurar o abastecimento.
Essa combinação entre retenção na origem e pontas compradoras desabastecidas mantém o suporte aos preços médios da saca no fechamento de agosto.
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