O setor de adubos e nutrição vegetal concluiu a 13ª edição do Congresso Brasileiro de Fertilizantes (CBFer) com recorde histórico de público e uma agenda focada na segurança do suprimento nacional. Promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), o evento mobilizou mais de 3,6 mil participantes no ambiente virtual e mil presentes no formato presencial, somando mais de 350 congressistas de delegações internacionais, além de 16 patrocinadores, 12 expositores e 17 veículos parceiros.
Diante do cenário de incertezas no mercado global, o encontro destacou a necessidade urgente de reduzir a vulnerabilidade do agronegócio brasileiro a choques externos, oscilações severas de preços e quebras logísticas causadas por conflitos geopolíticos e fenômenos climáticos como o El Niño.
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Produção interna, importação diversificada e segurança de suprimento
Durante os debates técnicos, representantes da cadeia produtiva defenderam que a estabilidade do abastecimento de insumos exige uma abordagem em múltiplas frentes. A estratégia apontada combina o estímulo e fortalecimento da produção nacional de nutrientes com a ampliação e diversificação dos países fornecedores no mercado internacional.
Nesse sentido, a análise compartilhada pelas lideranças do setor indica que a sustentabilidade do fornecimento de adubos depende de reformas estruturantes que integrem a ampliação da malha logística e redução de custos de frete e movimentação portuária, a modernização do arcabouço regulatório para atração de capitais privados nas fábricas de fertilizantes, a garantia de segurança jurídica para contratos industriais e operações comerciais, além da eficiência agronômica no uso dos fertilizantes e da adoção de tecnologias de liberação gradual e nutrição de precisão.
Agenda de longo prazo e eficiência no campo
Além de debater a oferta física imediata, o 13º CBFer colocou no centro da pauta o ganho de eficiência dentro da porteira. Os especialistas reforçaram a relevância de associar o manejo sustentável do solo à dosagem racional de adubos, elevando a produtividade por hectare sem onerar desnecessariamente o custo de implantação das lavouras.
Para a ANDA, a expressiva adesão de agentes de toda a cadeia comprova que o setor está alinhado na construção de uma política industrial de longo prazo, capaz de dar previsibilidade, competitividade e autonomia sustentável ao agronegócio brasileiro.
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