Após registrar trajetória de desvalorização ao longo de praticamente todo o mês, o feijão-carioca mostrou reação e voltou a subir na reta final de agosto nas praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).
O movimento de pressão vinha sendo alimentado pelo avanço consistente da colheita da terceira safra (safra de inverno), que ampliou a oferta de produto novo no mercado e derrubou as cotações pelo terceiro mês seguido. No entanto, diante das perdas acumuladas, os produtores decidiram frear a comercialização e reter volumes nos armazéns, forçando a recuperação parcial dos preços na segunda quinzena.
Produtores estocam grãos e sustentam preços do feijão carioca
Vendedores limitam queda do feijão carioca e oferta curta sustenta o preto
Resistência vendedora e ritmo lento nos negócios
Segundo os pesquisadores do Cepea, a postura dos empacotadores e intermediários segue cautelosa, com compradores evitando fechar contratos a patamares elevados, o que manteve a liquidez geral do mercado reduzida. Contudo, essa menor procura foi contrabalançada pela firmeza dos vendedores, que se recusaram a ceder novos descontos para desovar a produção.
Feijão-preto segue firme na entressafra
Enquanto o carioca ensaia recuperação após a pressão da colheita, o feijão-preto manteve cotações relativamente estáveis e valorizadas.
O suporte aos preços do grão preto é garantido pela busca ativa por lotes de padrão superior (nota 8,5 a 9) e pela menor disponibilidade física da leguminosa no período de entressafra, consolidando uma temporada marcada pela oferta estruturalmente mais enxuta no país.
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