O mercado futuro do milho inicia a semana em leve movimento de realização de lucros na Bolsa de Chicago (CBOT), segundo dados do boletim matinal da Granoeste Corretora. O contrato com vencimento para dezembro/26 opera nesta manhã cotado a US$ 5,34 por bushel. A correção pontual ocorre após uma semana de forte valorização, na qual os ganhos acumulados superaram 5%, fazendo a cotação internacional alcançar o maior patamar registrado desde julho de 2023.
O suporte fundamentalista para a recente arrancada do cereal no exterior segue sustentado por uma combinação de fatores: a alta recente nos preços internacionais do petróleo, a demanda global aquecida pelo grão, revisões para baixo na produtividade das lavouras nos Estados Unidos e as persistentes dificuldades logísticas para o escoamento de safras pela região do Mar Negro. No front financeiro, o dólar comercial opera em baixa no mercado doméstico, cotado a R$ 5,17 (frente ao fechamento anterior de R$ 5,196).
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Mercado brasileiro cadenciado e negócios no porto
No Brasil, de acordo com a análise da Granoeste, o ritmo de negociações no mercado disponível segue bastante cadenciado. Com a colheita da safrinha entrando em sua reta final, os agricultores mantêm postura retraída, apostando na continuidade da valorização dos preços domésticos a reboque da firmeza externa.
Na B3 (BMF), as posições futuras operam estáveis:
Setembro/26: cotado a R$ 71,30 por saca (contra R$ 71,50 no fechamento anterior);
Novembro/26: cotado a R$ 77,70 por saca (contra R$ 77,90 no fechamento anterior).
Nas praças físicas de comercialização, as indicações de compra no Oeste do Paraná giram entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, as ofertas para entrega no terminal marítimo situam-se na faixa entre R$ 71,00 e R$ 73,00 por saca, oscilando conforme os prazos de pagamento acordados e a distância logística dos lotes no interior.
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