O mercado internacional da soja inicia a semana em movimento de ajuste técnico após uma forte sequência de valorização, de acordo com o mais recente relatório de mercado da Granoeste Corretora. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato de vencimento novembro/26 opera nesta manhã com recuo de cinco pontos, cotado a US$ 12,82 por bushel. O recuo pontual ocorre após os contratos futuros acumularem alta de 4% na semana anterior, marcando o melhor desempenho do grão desde a virada do ano de 2023 para 2024 e levando posições mais longas a ultrapassarem o patamar psicológico de US$ 13,00 por bushel.
O rali recente foi impulsionado por um ambiente de demanda mais aquecida no cenário global, somado a possíveis cortes nas estimativas de produtividade da safra norte-americana, fatores que estimularam a entrada de posições compradas por parte dos fundos especulativos. Contribuiu também para o viés de alta o estudo do governo dos Estados Unidos para reduzir tributos incidentes sobre o setor de biocombustíveis. Paralelamente, os agentes internacionais seguem atentos aos riscos climáticos no Brasil, com receio de que a agressividade do fenômeno El Niño atrase o calendário de chuvas na abertura da semeadura 2026/27.
Brasil precisa agregar valor à soja para garantir margem no futuro
Demanda global e clima elevam preços da soja no Brasil
Mercado doméstico descolado e prêmios aquecidos nos portos
No cenário brasileiro, segundo o levantamento da Granoeste, os preços físicos permanecem firmes e, em diversas praças produtoras, continuam sendo negociados acima da paridade teórica internacional de exportação.
Os prêmios nos terminais portuários operam sustentados:
Spot: indicados na faixa entre +145 e +160 cents/bushel;
Novembro: entre +150 e +165 cents/bushel;
Dezembro: entre +150 e +160 cents/bushel.
Nas indicações de compra no mercado disponível, as cotações no Oeste do Paraná estão balizadas entre R$ 151,00 e R$ 154,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, os valores oscilam entre R$ 161,00 e R$ 164,00 por saca, variando conforme os prazos de liquidação financeira acordados e, no caso do interior, dependendo do polo de embarque e das janelas de retirada.
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