A colheita do milho segunda safra 2025/26 alcançou 50% da área monitorada pelo Projeto Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (SIGA-MS) em Mato Grosso do Sul. O volume colhido abrange cerca de 1,08 milhão de hectares. Embora o índice confirme o avanço das máquinas no campo, o ritmo das operações permanece 6,4 pontos percentuais atrás do registrado no mesmo período da temporada 2024/25.
O ritmo da colheita apresenta variações expressivas no território estadual impulsionadas pelo clima:
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Região Norte: lidera os trabalhos com 60,1% da área colhida, onde o tempo permitiu maior continuidade mesmo com chuvas irregulares.
Região Centro: contabiliza 48,3% das lavouras colhidas.
Região Sul: registra 47,4%, acumulando atrasos devido a pancadas de chuva de até 50 milímetros, ventos fortes e episódios isolados de granizo.
Apesar dos atritos climáticos nas regiões Centro-Sul e Sul, os primeiros cortes confirmam forte potencial produtivo, com amplitudes de rendimento variando de 65,1 a 174,9 sacas por hectare. Conforme destaca Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS, o foco do produtor agora deve ser acelerar a retirada do grão assim que a lavoura atingir a maturação, reduzindo a exposição a novas intempéries.
O SIGA-MS projeta para esta safrinha uma área total de 2,206 milhões de hectares (+3% ante o ano anterior), produtividade média de 84,2 scs/ha (-22,4%) e produção consolidada de 11,139 milhões de toneladas — volume 20,1% menor que o obtido no ciclo 2024/25.
Preparativos da soja e alerta para plantas daninhas
Paralelamente à reta final do milho, o produtor sul-mato-grossense deu início às etapas prévias da safra de soja 2026/27, avançando com o manejo de plantas daninhas e operações de dessecação. O boletim alerta para uma alta infestação de buva nas áreas acompanhadas.
Embora a umidade do solo venha garantindo boa eficiência na absorção dos defensivos, há preocupação técnica quanto ao cumprimento do intervalo de carência dos herbicidas até o momento de abertura do plantio. Além disso, a possível influência do El Niño acende o alerta para precipitações irregulares e vendavais, exigindo planejamento rigoroso para não comprometer a janela de semeadura da oleaginosa.
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