O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou para 0,07% em julho, registrando uma taxa 0,09 ponto percentual abaixo do resultado de junho (0,16%), segundo dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esse resultado, a inflação oficial acumula alta de 3,44% no ano e atinge 4,44% no acumulado de 12 meses, recuando frente aos 4,64% observados no período imediatamente anterior.
O principal contraponto ao índice geral partiu do grupo Habitação, que subiu 0,99% e exerceu impacto de 0,15 p.p. O movimento foi puxado pela energia elétrica residencial, que acelerou de 1,53% em junho para 3,09% em julho, refletindo a vigência da bandeira amarela e reajustes tarifários autorizados em capitais como Curitiba (+19,55%), Porto Alegre (+14,89%) e São Paulo (+8,85%).
Inflação em Goiânia desacelera com queda de 20% no tomate e batata
Crédito rural soma R$ 28,2 bilhões no início da safra 2026/27
Na direção oposta, o grupo Alimentação e Bebidas registrou retração de 0,67%, funcionando como a principal âncora para segurar a inflação no mês. A deflação ocorreu sobretudo na alimentação dentro de casa (-1,14%), favorecida pelo ciclo de abastecimento da safra:
Entre os principais destaques, o tomate recuou expressivos 29,09% e exerceu o maior impacto negativo individual sobre a inflação no período, acompanhado pelas retrações da batata-inglesa (-19,59%), da cenoura (-14,41%) e do café moído (-2,45%). Na direção oposta aos hortifrútis, o leite longa vida e as frutas registraram avanços de 2,47% e 1,20%, respectivamente.
Combustíveis em queda e comportamento regional
No segmento de Transportes (0,05%), a pressão exercida pelas passagens aéreas (+11,67%) foi amortecida pelo recuo generalizado nos preços dos combustíveis (-1,44%): etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e GNV (-0,08%).
No recorte regional, a maior inflação do país ocorreu em Rio Branco (0,32%), impulsionada por passagens aéreas e energia elétrica. No extremo oposto, a menor taxa foi apurada em Belém (-0,45%), sob efeito do recuo nos preços da gasolina e do açaí (-14,24%).
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que afere o custo de vida para famílias com renda de um a cinco salários mínimos, registrou deflação de -0,01% em julho, puxado pela queda mais intensa dos produtos alimentícios (-0,74%).
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