Após fechar o melhor primeiro semestre de sua história, o setor exportador de carne bovina do Brasil iniciou a segunda metade de 2026 em ritmo mais moderado. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que o país embarcou 257,983 mil toneladas de carne bovina em julho, o que representa uma queda de 16,83% na comparação com o mesmo mês de 2025.
Segundo analistas do Cepea, o recuo está diretamente associado à China. O país asiático promoveu uma forte antecipação de compras no início do ano e já preencheu 90% da cota de importação estabelecida pelo seu governo para a proteína, desacelerando a entrada de novos lotes brasileiros no curto prazo.
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Valorização da tonelada protege o faturamento do setor
Apesar da retração de quase 17% no volume físico embarcado, o impacto sobre o caixa das indústrias frigoríficas foi significativamente amortecido. A receita obtida com as exportações fechou julho em US$ 1,56 bilhão, registrando um recuo bem menor, de 6,02%, em relação ao US$ 1,66 bilhão faturado no mesmo período do ano passado.
A disparidade entre a queda no volume e a perda moderada de faturamento revela que a carne bovina brasileira vem alcançando valores médios por tonelada mais elevados no mercado internacional, garantindo a sustentação financeira das plantas exportadoras.
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