A manhã desta quinta-feira registra estabilidade para os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), com o vencimento setembro cotado a US$ 11,66 por bushel, segundo informações divulgadas no boletim matinal da Granoeste Corretora. O movimento ocorre após o pregão de quarta-feira fechar com valorização entre 13 e 14 pontos nos primeiros vencimentos, impulsionado pela divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que confirmou as projeções prévias do mercado no clássico comportamento de "comprar no boato e vender no fato".
O relatório oficial ratificou o cenário de bom abastecimento global acompanhado pelo avanço contínuo do consumo. No panorama norte-americano, o USDA realizou um corte de 0,7% na produtividade das lavouras dos EUA — ajustando a média de 59,4 para 59,0 sacas por hectare. Contudo, o dado foi compensado pelo aumento de 1,6% na área semeada, agora estimada em 35,13 milhões de hectares.
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Com a expansão de área, a produção total dos EUA foi revisada para cima, alcançando 123,0 milhões de toneladas, mesmo sob o forte calor e baixa umidade registrados em julho. A estimativa supera os 121,8 milhões de toneladas previstos no mês anterior e os 116,0 milhões de toneladas colhidos na safra passada.
No quadro global e nos fluxos do comércio internacional, o levantamento projeta:
Produção mundial: avaliada em 442,3 milhões de toneladas (+3,0% em relação ao ciclo anterior).
Consumo mundial: estimado em 442,0 milhões de toneladas (alta de 2,8% ante as 430,3 milhões de toneladas anteriores).
Estoques finais globais: projetados em 124,2 milhões de toneladas, registrando leve recuo frente às 125,1 milhões de toneladas da temporada 2025/26.
Demanda chinesa: importações da China projetadas em 115,0 milhões de toneladas para o ciclo 2026/27, superando as 113,0 milhões de toneladas atuais.
Projeção USDA para o Brasil (2026/27): safra brasileira estimada em 186,0 milhões de toneladas, com exportações de 118,0 milhões de toneladas e consumo interno de 69,6 milhões de toneladas.
Conab confirma safra nacional e prêmios aquecem o mercado brasileiro
Paralelamente aos dados norte-americanos, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o seu 11º Levantamento da Safra 2025/26. A produção brasileira de soja foi ajustada para 180,5 milhões de toneladas, valor ligeiramente inferior ao apontado em julho (180,6 MT), porém 5,2% superior à temporada anterior. As exportações do país devem atingir 116,2 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico está estimado em 65,9 milhões de toneladas, gerando um esmagamento de 48,3 milhões de toneladas de farelo e 12,6 milhões de toneladas de óleo.
No mercado físico nacional, o ambiente segue calmo e com volume restrito de ofertas. A formação dos preços internos continua respaldada pelo avanço do câmbio e pela firmeza dos prêmios nos portos. O produtor rural adota postura cautelosa nas vendas, avaliando o cenário político-eleitoral e suas implicações nas intenções de plantio, a fase final de desenvolvimento da safra nos EUA, o risco de atraso nas chuvas para a semeadura brasileira e a menor disponibilidade de grão na entressafra.
A Granoeste Corretora informa que os prêmios de exportação nos portos operam indicados entre 155 e 170 centavos de dólar no spot, de 150 a 170 centavos para outubro e entre 150 e 175 centavos para novembro. Nas praças de comercialização, as indicações de compra no oeste do Paraná situam-se entre R$ 138,00 e R$ 142,00 por saca, enquanto no Porto de Paranaguá a faixa oscila de R$ 149,00 a R$ 152,00 por saca, a depender do local, período de embarque e dos prazos de pagamento acordados.
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