Após um primeiro semestre de compras aquecidas, as exportações brasileiras de carne suína registraram retração entre junho e julho. De acordo com analistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o movimento foi impulsionado pela desaceleração da demanda de importantes parceiros asiáticos — com destaque para as Filipinas, principal comprador da proteína brasileira no mercado internacional.
O ritmo acelerado de importações ao longo dos primeiros seis meses de 2026 permitiu aos compradores filipinos formar estoques confortáveis, levando a um reajuste natural no volume de novos pedidos no início da segunda metade do ano.
Importação de reprodutores eleva patamar da suinocultura no Brasil
Suíno vivo em SP atinge 3º menor preço da história
Comportamento sazonal e histórico da suinocultura
Pesquisadores do Cepea destacam que essa desaceleração pontual no começo do segundo semestre é um movimento comum na cadeia exportadora. O levantamento histórico do órgão revela que, nos últimos dez anos, a variação mensal de julho foi negativa em cinco oportunidades, padrão observado também em 2025.
Naquela ocasião, a queda nos embarques envolveu um grupo mais amplo de importadores asiáticos, incluindo grandes destinos como China, Japão e as próprias Filipinas. A oscilação atende aos ciclos operacionais do mercado global, que costuma calibrar as compras entre os períodos de recomposição de estoque e a distribuição ao consumo final.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
