O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) marcou presença no 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), realizado em São Paulo pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) em parceria com a B3. O encontro reuniu autoridades como o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ex-presidente Michel Temer para debater a integração entre campo e indústria como vetor de competitividade nacional.
Durante a solenidade de abertura, a ABAG entregou ao governo federal a Agenda Estratégica da Agroindústria Brasileira, documento que compila propostas estruturadas para o curto, médio e longo prazo. Representando o setor fumageiro, o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, ressaltou que acompanhar as diretrizes do agro nacional é fundamental para superar entraves regulatórios, volatilidade econômica e assegurar a competitividade da cultura.
ABAG e lideranças cobram crédito e previsibilidade no 25º Congresso
Congresso do Agronegócio celebra 25 anos com lideranças em SP
Nos debates sobre tecnologia e ambiente de negócios, executivos do setor de insumos e tecnologia alertaram que a inovação tropical exige marcos legais estáveis e proteção de cultivares. A necessidade de celeridade na aprovação de novas ferramentas de inteligência artificial e a qualificação de mão de obra foram apontadas como pilares indispensáveis para enfrentar a pressão sanitária e as oscilações climáticas no país.
Mercado de capitais e seguro rural na pauta financeira
A segunda metade dos painéis do evento destacou a consolidação de instrumentos de captação privada para mitigar a escassez de recursos públicos subsidiados. Dados apresentados pela B3 revelam o volume expressivo alcançado pelas ferramentas de financiamento do agro até junho:
Cédula de Produto Rural (CPR): somou R$ 470 bilhões em emissões;
Letras de Crédito do Agronegócio (LCA): atingiram R$ 560 bilhões;
Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA): alcançaram R$ 170 bilhões;
Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA): ultrapassou R$ 30 bilhões.
O avanço dos Fiagros também foi enfatizado pelo apelo popular, registrando um tíquete médio de investimento de cerca de R$ 1 mil, ante R$ 43 mil nos CRAs, o que democratiza o acesso do público ao financiamento do campo.
Por outro lado, representantes da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) acenderam um sinal de alerta para a baixa adesão ao seguro rural, que atende atualmente menos de 100 mil produtores no Brasil. A ampliação das coberturas e o uso de dados climáticos integrados foram apontados como medidas urgentes para proteger a renda das propriedades diante do aumento de eventos climáticos extremos.
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