A manhã desta quinta-feira registra um movimento de realização de lucros para os futuros do milho na Bolsa de Chicago (CBOT), com o vencimento setembro cotado a US$ 4,53 por bushel (recuo de 3 centavos), conforme aponta o boletim matinal da Granoeste Corretora. A acomodação ocorre imediatamente após a disparada da sessão anterior, que registrou ganhos expressivos de 20 pontos, sustentados pelo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O levantamento do órgão norte-americano trouxe o impacto do intenso calor de julho sobre a fase de polinização das lavouras dos EUA, reduzindo a produtividade média de 191,4 para 189,0 sacas por hectare. Apesar de a área plantada ter sido ajustada para cima em 1,5% (atingindo 39,13 milhões de hectares), o corte na produtividade manteve a produção dos EUA praticamente inalterada em 406,7 milhões de toneladas — volume que representa uma queda de 5,9% frente ao recorde do ano anterior.
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O principal fator de sustentação para os preços veio da expressiva queda nos estoques finais norte-americanos, projetados em 42,0 milhões de toneladas (recuo de 3,5 MT em relação a julho e distante das 49,4 MT da safra passada), pressionados pelo aumento das exportações e menor estoque inicial.
No panorama global divulgado pelo USDA:
Produção mundial: estimada em 1.299,0 milhões de toneladas (queda de 2,3% ante 1.330,0 MT no ciclo anterior).
Consumo mundial: projetado em 1.323,0 milhões de toneladas (-0,35%).
Estoques finais globais: recuo para 275,0 milhões de toneladas, frente às 299,0 MT da safra 2025/26.
Projeção USDA para o Brasil: safra estimada em 140,0 milhões de toneladas, com exportações de 42,0 milhões de toneladas e consumo interno de 98,0 milhões de toneladas.
Conab eleva estimativa nacional e mercado brasileiro ajusta cotações
Acompanhando os dados internacionais, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o seu relatório de agosto, projetando a produção brasileira de milho em 143,0 milhões de toneladas (+1,3% sobre a temporada anterior). O volume reflete 29,5 MT na primeira safra, 111,0 MT na segunda safra e 2,5 MT na terceira safra. As exportações brasileiras foram ajustadas para 46,5 milhões de toneladas (ante 41,6 MT no ciclo anterior), enquanto o consumo doméstico deve crescer para 95,0 milhões de toneladas.
Acompanhando o ritmo de ajuste internacional, a B3 (BMF) opera em leve queda: o vencimento setembro é cotado em R$ 70,05 (após fechar a R$ 70,34) e o contrato novembro trabalha em R$ 75,00 (frente aos R$ 75,44 da sessão anterior). O câmbio opera em leve valorização, registrado a R$ 5,18.
A Granoeste Corretora aponta que, no mercado físico do oeste do Paraná, as indicações de compra para o milho situam-se na faixa entre R$ 59,00 e R$ 61,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, os preços oscilam entre R$ 67,00 e R$ 69,00 por saca, variando de acordo com a localização do lote e os prazos de pagamento estipulados.
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