A colheita do milho segunda safra em Mato Grosso entrou na reta final e alcançou 96,77% da área semeada, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Na última semana de julho, os trabalhos no campo avançaram 6,11 pontos percentuais, mantendo o ritmo de retirada de grãos 0,39 p.p. acima do registrado no mesmo período da safra 2024/25.
Segundo a analista do Imea, Milena Bezerra, a colheita já está praticamente concluída nos principais polos do estado. "Os trabalhos caminham para o encerramento na maior parte das regiões, como o Médio-Norte e o Norte. A exceção é a região Sudeste, que ainda demanda um pouco mais de tempo, mas já contabiliza cerca de 86% da área colhida", aponta.
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A região Sudeste registrou a maior aceleração semanal do estado, saltando 18,02 pontos percentuais e atingindo 85,61% de área colhida, impulsionada pelo ponto ideal de maturação das lavouras. Nas áreas restantes, muitos agricultores optam por cadenciar a retirada dos grãos para que percam umidade naturalmente no campo, simplificando a logística de secagem e recepção nos armazéns. A previsão é que a colheita seja totalmente finalizada entre a primeira e a segunda semana de agosto.
Safra recorde de 57 milhões de toneladas
A reta final da colheita consolida os números de uma safra histórica para o agronegócio mato-grossense. O Imea manteve a projeção de produção de 57,06 milhões de toneladas de milho para o ciclo 2025/26 — um crescimento de 2,92% em comparação com a temporada passada.
O resultado é puxado pelo rendimento das lavouras. Após mais de 800 avaliações de campo realizadas em 82 municípios, a produtividade média do estado foi fixada no recorde de 128,64 sacas por hectare. O clima favorável durante o desenvolvimento das lavouras garantiu o desempenho das lavouras de segunda safra, reforçando a posição de Mato Grosso como o maior produtor do cereal no País.
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