Os preços médios dos combustíveis registraram recuo em cinco dos seis produtos monitorados pelo Monitor de Preços de Combustíveis, realizado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A maior queda do mês foi liderada pelo etanol hidratado (-2,3%), seguido pelo diesel comum (-2,1%) e pelo diesel S-10 (-1,8%). As gasolinas comum e aditivada também apresentaram retração, enquanto o GNV foi o único a subir (+4,0%), acompanhando ajustes na cadeia do gás natural.
Em julho, os preços médios nacionais fecharam em R$ 6,981/l para o diesel S-10, R$ 6,833/l para o diesel comum, R$ 6,821/l para a gasolina aditivada, R$ 6,693/l para a gasolina comum, R$ 4,163/l para o etanol hidratado e R$ 4,846/m³ para o GNV.
Preços do etanol ainda recuam no mercado paulista, apesar da maior liquidez
Preços do etanol continuam em queda com oferta alta em SP
O avanço da oferta nas usinas do Centro-Sul refletiu-se nos preços da bomba. Os menores valores médios do etanol no País foram observados em Mato Grosso (R$ 3,847/l), São Paulo (R$ 3,870/l), Distrito Federal (R$ 4,073/l) e Mato Grosso do Sul (R$ 4,140/l) — todos abaixo da média nacional de R$ 4,163/l, confirmando a competitividade do biocombustível em estados produtores do Sudeste e Centro-Oeste.
Recorde histórico de atratividade para o flex
O grande destaque da edição do levantamento foi o Indicador de Custo-Benefício Flex, que caiu para 66,7% na média nacional — o menor valor já registrado desde o início da série histórica do Monitor Veloe/Fipe, em janeiro de 2017. Por permanecer abaixo da paridade teórica de 70%, o biocombustível ampliou sua vantagem competitiva frente à gasolina comum na maioria dos estados.
O movimento do etanol contrasta com o acumulado do ano. Enquanto o biocombustível registra retração de 7,0% em 2026 (e queda de 2,2% nos últimos 12 meses), os combustíveis fósseis permanecem acumulando expressivas altas no ano: diesel S-10 (+13,0%), diesel comum (+11,6%), gasolina comum (+6,6%), gasolina aditivada (+6,1%) e GNV (+4,3%).
Fretes e diesel no setor de transportes
No segmento de transporte de cargas e logística do agronegócio, o Rio Grande do Sul apresentou a menor média para o diesel S-10 (R$ 6,506/l), acompanhado por Santa Catarina (R$ 6,707/l) e Paraná (R$ 6,734/l). Já para o diesel comum, o menor preço do País foi verificado no Paraná (R$ 6,353/l), seguido pelo Rio Grande do Sul (R$ 6,419/l) e Goiás (R$ 6,563/l).
Apesar do alívio pontual em julho decorrente da maior oferta de etanol e do repasse gradual do mercado internacional, analistas da Veloe/Fipe alertam que o setor de combustíveis segue vulnerável à volatilidade do petróleo, às oscilações cambiais e às tensões geopolíticas globais.
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