O comércio varejista de Goiás encerrou o primeiro semestre de 2026 com crescimento acumulado de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com os dados consolidados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE. O desempenho estadual superou o resultado médio registrado para o Brasil, que avançou 1,9% no mesmo intervalo.
Goiás manteve variações acumuladas superiores às médias nacionais em todos os meses de 2026 até o momento. Embora o encerramento do semestre marque uma desaceleração frente ao início do ano — quando o indicador acumulado atingiu 3,7% em janeiro e 4,7% em março —, o estado preserva um ritmo sólido de atividade.
Exportações de tilápia recuam em julho mesmo sem taxas nos EUA
Safra 2027/28 de café exige atenção após fim da colheita 26/27
No recorte mensal, o volume de vendas do varejo goiano variou 0,1% em junho frente ao mesmo mês de 2025, recuperando-se do recuo de 2,1% registrado em maio, enquanto o índice nacional subiu 2,9%. Já na série com ajuste sazonal, no comparativo com maio, Goiás avançou 1,0% (o dobro da média do país, de 0,5%). No acumulado de 12 meses, o varejo estadual registra alta de 1,8%, mantendo-se à frente do patamar nacional (1,6%).
No ranking entre as Unidades da Federação, Goiás posicionou-se como o 12º estado com maior expansão do comércio varejista no acumulado do primeiro semestre, lista liderada por Pernambuco (10,7%) e Distrito Federal (7,4%), enquanto Pará (-1,6%) e Amazonas (-0,7%) registraram os recuos mais expressivos.
Combustíveis disparam 10% no semestre e revertem quadro de 2025
As vendas do segmento de combustíveis e lubrificantes em Goiás registraram um avanço expressivo de 10,0% no primeiro semestre de 2026 na comparação interanual. O número representa uma forte recuperação frente a 2025, ano que havia fechado com queda de 6,9% no estado, e supera com ampla margem a média nacional do setor (2,1%).
Na comparação com os mesmos meses do ano anterior, o segmento engata índices positivos no território goiano desde novembro de 2025 (4,4%), com destaque para as fortes altas observadas em fevereiro (19,0%) e março (20,8%). Em junho, a atividade registrou crescimento de 0,9%.
Vestuário e hipermercados enfrentam retrações consecutivas
Em contrapartida aos ganhos gerais, alguns segmentos tradicionais de consumo apresentaram desaceleração:
Tecidos, vestuário e calçados: o setor acumulou retração de 4,0% no primeiro semestre, pressionado por quatro quedas mensais consecutivas entre março e junho — com ênfase no recuo severo de maio (-9,4%) e junho (-4,5%). No Brasil, o ramo oscilou próximo da estabilidade (-0,2%).
Hipermercados e supermercados: atividade de maior peso no comércio goiano, o grupo de produtos alimentícios, bebidas e fumo recuou 0,9% em junho, após ter caído 1,6% em maio, marcando o segundo mês seguido de retração. Apesar disso, o segmento preserva alta acumulada de 0,4% no primeiro semestre de 2026 (contra 1,3% no país), embora o acumulado de 12 meses siga em terreno negativo (-0,3%).
Varejo ampliado avança 8,7% puxado pelo setor automotivo
No âmbito do comércio varejista ampliado — que engloba veículos, autopeças, material de construção e atacado alimentício —, Goiás registrou alta de 8,7% em junho frente ao mesmo mês de 2025, consolidando o 11º mês consecutivo de expansão.
O grande motor desse resultado foi o segmento de veículos, motocicletas, partes e peças, atividade de maior peso específico no varejo ampliado estadual, que cresceu 24,1% em junho. O setor mantém um ciclo de forte aceleração, acumulando quatro meses seguidos de saltos superiores a 20%: março (24,7%), abril (38,0%), maio (22,5%) e junho (24,1%).
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
