A avicultura consolidou seu peso econômico estratégico na balança comercial e no Produto Interno Bruto paulista. Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) apontam que o Estado de São Paulo produziu 1,957 milhão de toneladas de carne de frango, gerando um Valor da Produção Agropecuária (VPA) de R$ 14,58 bilhões. No comércio exterior, os embarques de cortes e produtos avícolas paulistas alcançaram US$ 545,68 milhões.
Para garantir a competitividade e preservar a integridade das granjas comerciais, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), por meio do Instituto Biológico (IB-APTA), mantém uma rede integrada de vigilância laboratorial e pesquisa aplicada.
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Rede laboratorial e suporte aos polos de corte e postura
A estrutura conta com a Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento em Sanidade Avícola, sediada em Descalvado, com unidade de atendimento em Bastos — maior polo de ovos de consumo do país. A divisão é acreditada pela norma ABNT NBR ISO/IEC 17025 e atua na certificação oficial de material genético, granjas de matrizes comerciais, frangos de corte, perus e processos de compartimentação zoossanitária.
O complexo realiza diagnósticos oficiais e ensaios laboratoriais para patógenos de alto impacto econômico, como influenza aviária de alta e baixa patogenicidade, doença de Newcastle, salmoneloses aviárias, micoplasmoses e laringotraqueíte infecciosa das aves.
O suporte científico é ampliado pelo Serviço Laboratorial em Bastos, focado no monitoramento epidemiológico e exames bromatológicos de rações, além de pesquisas em parasitologia conduzidas pelo polo de Votuporanga.
Defesa Agropecuária intensifica vigilância em campo
Na linha de frente da biossegurança, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária intensificou as rotinas de inspeção e monitoramento preventivo. Ao longo de 2026, as equipes técnicas já fiscalizaram 3.341 locais com presença de aves e capacitaram 3.498 produtores e trabalhadores rurais em ações de educação sanitária.
A vigilância ativa coletou material biológico em 515 propriedades e pontos de risco, somando amostras de 5.665 aves testadas para influenza aviária e doença de Newcastle. O trabalho opera de forma integrada com universidades, órgãos de saúde pública, ICMBio e projetos de monitoramento ambiental em áreas litorâneas.
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