Os preços da soja mantêm trajetória de sustentação no mercado físico brasileiro, ancorados pela retração na oferta disponível. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os produtores rurais continuam reticentes em fechar vendas de grandes volumes, tanto para os lotes remanescentes da safra 2025/26 destinados à entrega imediata quanto para contratos futuros da temporada 2026/27.
Pesquisadores da instituição apontam que a cautela dos agricultores é intensificada pelo monitoramento das condições meteorológicas. As incertezas climáticas e os potenciais impactos do fenômeno El Niño sobre o estabelecimento e desenvolvimento inicial das lavouras do novo ciclo têm limitado a disposição dos vendedores em travar preços com antecedência. Paralelamente, o avanço do dólar frente ao Real melhora a paridade de exportação nos portos, oferecendo sustentação direta às cotações no mercado doméstico.
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No ambiente internacional, o mercado futuro da oleaginosa também encontrou suporte nos últimos dias. Especulações em torno de novos acordos comerciais entre China e Estados Unidos movimentaram as cotações na Bolsa de Chicago, enquanto a valorização nos preços do farelo de soja no mercado global reforçou o balanço positivo para os derivados, ampliando a margem de sustentação para o grão.
