A temporada de remates de reprodutores bovinos em Santa Catarina segue demonstrando consistência financeira e valorização da genética de ponta em 2026. Dados da sétima divulgação parcial realizada pelo Grupo de Melhoramento Genético (GMG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em cooperação técnica com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), mostram que os valores médios de comercialização de touros mantêm patamares próximos ou superiores a R$ 18 mil na ampla maioria das raças avaliadas nos principais eventos agropecuários do estado.
O estudo monitora sistematicamente os leilões para radiografar o comportamento dos preços e orientar produtores na precificação de reprodutores destinados ao aprimoramento dos planteis de corte.
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Entre as raças sintéticas e taurinas avaliadas na parcial de 2026, destacam-se:
Ultrablack: registrou a maior média geral do levantamento, atingindo R$ 22.176,00 por reprodutor ao longo de cinco leilões, com coeficiente de variação de 17,83%;
Braford: computou média de R$ 19.220,54 por exemplar em oito leilões, destacando-se pela alta regularidade de preços, com coeficiente de variação de apenas 5,75%;
Angus: somou sete eventos oficiais, fechando com média de R$ 18.842,27 por touro e variação de 22,30%;
Brangus: concentrou a maior liquidez da parcial, totalizando 12 remates monitorados, com preço médio de R$ 18.705,37 e coeficiente de variação de 15,22%;
Charolês: alcançou média de R$ 17.972,21 por animal em oito leilões (variação de 11,36%);
Nelore: registrou média de R$ 17.903,33 por touro em quatro remates avaliados (variação de 11,91%);
Hereford: computou R$ 16.724,76 de média ao longo de sete leilões (variação de 10,40%);
Devon: obteve média de R$ 15.387,50 por reprodutor em quatro eventos acompanhados (variação de 14,61%).
A pesquisa conduzida pela Udesc e chancelada pela Faesc traduz a maturidade dos pecuaristas catarinenses, que continuam direcionando recursos para zootecnia de precisão mesmo em anos de ajustes nas margens da cria e recria. A busca por touros avaliados por índices genéticos e progênies comprovadas reflete a necessidade da pecuária sulista de encurtar o ciclo de engorda a pasto e confinamento, elevando o peso à desmama e melhorando a conformação de carcaça para a indústria frigorífica.
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