O Brasil alcançou um novo patamar de maturidade e segurança na defesa agropecuária com a inauguração oficial do Banco Nacional de Antígenos para Febre Aftosa. A entrega da estrutura ocorreu na unidade industrial da multinacional Biogénesis Bagó, em Garín, na Argentina, reunindo autoridades como o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, representantes do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), lideranças industriais e entidades do setor produtivo.
Reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como país livre de febre aftosa sem vacinação, o Brasil passa a contar com um mecanismo de contingência de classe mundial. A estrutura reúne os principais sorotipos do vírus da febre aftosa congelados e prontos para serem formulados em vacinas em tempo reduzido na eventualidade de qualquer emergência sanitária.
Pecuaristas de MT têm até hoje para tirar GTA antes de pausa no Sindesa
Cobrança de nova taxa do Fundesa-RS é adiada por falha técnica
O ministro André de Paula ressaltou a dimensão do projeto. “A história da defesa sanitária brasileira passa a ter um antes e um depois da implantação do Banco Nacional de Antígenos. Esta estrutura fortalece nossa capacidade de resposta e consolida o Brasil entre os países com os mais elevados padrões de proteção sanitária do mundo”, destacou o titular do Mapa.
Integração entre ciência, setor público e iniciativa privada
A implantação do banco atende às diretrizes do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA) e resulta de um esforço conjunto entre o governo federal, o Tecpar e a Biogénesis Bagó — companhia com ampla experiência na gestão de bancos de antígenos para países como Estados Unidos, Canadá, Coreia do Sul e Argentina.
O presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, e o Country Manager da Biogénesis Bagó no Brasil, Marcelo Bulman, pontuaram que a iniciativa materializou o planejamento de longo prazo necessário para resguardar a economia nacional.
Do ponto de vista mercadológico, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, enfatizou que o banco funciona como um seguro reputacional para a proteína brasileira no exterior. A ferramenta garante que a cadeia exportadora continue atendendo aos clientes internacionais com a máxima garantia de sanidade, rastreabilidade e capacidade de controle de riscos.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
