Em relatório divulgado na manhã desta terça-feira, a Granoeste Corretora aponta que os contratos futuros da soja operam em terreno negativo na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), registrando perdas de cerca de 6 pontos no contrato com vencimento em novembro, cotado a US$ 13,22 por bushel. Apesar do ajuste técnico baixista na sessão matinal, os valores permanecem orbitando no patamar mais elevado registrado desde o final de 2023.
A desvalorização pontual sucede uma sessão anterior de forte ímpeto comprador, na qual o mercado internacional computou altas expressivas entre 22 e 24 pontos. O movimento foi catalisado pelo otimismo em torno do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, gerando a expectativa de que a China assuma compromissos de compra mais agressivos para o complexo agropecuário dos Estados Unidos, acompanhados de eventual corte nas tarifas de importação, atualmente fixadas em 10%.
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No cenário norte-americano, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a colheita da safra 2026/27 alcançou 12% da área, superando tanto os 8% colhidos em igual momento do ano passado quanto a média histórica dos últimos cinco anos (8%). Em termos fitossanitários, 58% das lavouras encontram-se em condições boas ou excelentes (estabilidade frente à semana anterior), 28% em condição regular e 14% em condição ruim ou péssima — ligeiramente abaixo do ciclo 2025, quando os índices apontavam 61%, 27% e 12%, respectivamente.
Corrida da indústria e oferta enxuta sustentam balcão nacional
No mercado doméstico brasileiro, a Granoeste Corretora salienta que o ambiente permanece amplamente sustentado, condicionado por uma disponibilidade física de lotes extremamente restrita. Com o avanço das máquinas de plantio — com estimativas de consultorias variando entre 1% e 2% da área nacional já semeada —, os agricultores concentram suas atenções nas operações de campo e mantêm-se retraídos na comercialização.
Diante do início do período de entressafra e do encolhimento das ordens de venda, as indústrias processadoras aumentaram sua postura agressiva na originação de matéria-prima, apresentando indicações de compra que, em diversos polos, superam a paridade de exportação para assegurar estoques de esmagamento.
Na ponta exportadora, os prêmios nos portos nacionais seguem firmes:
Posição spot: Indicada na faixa de +140 a +155 centavos de dólar sobre Chicago;
Novembro: Prêmios balizados entre +140 e +150 centavos;
Dezembro: Referências posicionadas entre +145 e +155 centavos.
Essa conjuntura reflete-se em cotações valorizadas no Paraná. No oeste do estado, as indicações de compra oscilam entre R$ 154,00 e R$ 157,00 por saca, variando conforme o prazo financeiro, praça e data de embarque. Já no porto de Paranaguá, a oleaginosa atinge a faixa de R$ 162,00 a R$ 165,00 por saca, com liquidez atrelada a prazos de pagamento mais curtos ou alongados.
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