Em boletim informativo divulgado na manhã desta terça-feira, a Granoeste Corretora reporta que os contratos futuros do milho operam em leve baixa de cerca de 4 pontos na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), com a posição de dezembro cotada a US$ 5,39 por bushel. O recuo pontual reflete um ajuste técnico após o forte rali observado no pregão anterior, quando o cereal registrou ganhos substanciais entre 13 e 15 centavos, impulsionado por um ritmo aquecido de demanda global e pela perspectiva de enxugamento expressivo nos inventários mundiais de passagem até o encerramento do atual ano agrícola.
No cenário norte-americano, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou em seu relatório semanal que a colheita do cereal alcançou 13% da área projetada, ritmo superior aos 10% observados no mesmo período do ano anterior e aos 11% da média histórica dos últimos cinco anos. No quesito qualidade, 57% das lavouras estadunidenses estão classificadas em condições boas ou excelentes (índice estável em relação à semana passada), 26% regulares e 17% ruins ou péssimas. O quadro qualitativo atual mostra deterioração na comparação anual, visto que no mesmo ponto de 2025 esses índices eram de 66%, 24% e 10%, respectivamente.
Déficit global de milho e apetite externo sustentam preços
Cotações do milho divergem entre SP e regiões produtoras
O mercado financeiro internacional permanece atento às tratativas diplomáticas e comerciais entre Estados Unidos e China. O encontro agendado para esta semana entre os presidentes dos dois países segue no radar dos operadores da commodity, com potencial para reconfigurar fluxos de exportação agrícola e acelerar compras chinesas no mercado norte-americano.
Plantio de verão no Centro-Sul e retenção de vendas sustentam cotações no Brasil
No panorama doméstico brasileiro, a Granoeste Corretora salienta que as cotações físicas e futuras operam sustentadas por uma oferta restrita de lotes no mercado disponível. Na B3, os contratos futuros com vencimento em novembro trabalham estáveis a R$ 76,80 por saca, enquanto o vencimento para janeiro de 2027 opera no patamar de R$ 80,55 por saca (ante fechamento anterior de R$ 80,76).
No campo, a consultoria Safras indica que a semeadura da safra de verão 2026/27 no Centro-Sul do país alcançou 27% da área, aproximando-se da média histórica de cinco anos (25,3%), embora ligeiramente atrás dos 29% registrados em igual período da safra passada. A área total estimada para esta primeira safra foi calculada em 3,56 milhões de hectares, representando um recuo frente aos 3,61 milhões de hectares cultivados no ciclo anterior.
As expectativas entre os agentes continuam apontando para a sustentação de preços atrativos no curto e médio prazo. Os produtores rurais permanecem retraídos na originação, priorizando os trabalhos de maquinário na implantação da safra e acompanhando com cautela a distribuição das chuvas pelos mapas meteorológicos.
Esse cenário de disponibilidade contida traduz-se em firmeza no mercado físico paranaense:
Oeste do Paraná: Indicações de compra situam-se na faixa entre R$ 63,00 e R$ 65,00 por saca, a depender do prazo para liquidação financeira e da localização dos armazéns;
Porto de Paranaguá: Cotações para exportação oscilam entre R$ 72,00 e R$ 73,00 por saca, condicionadas às janelas de entrega e períodos de embarque;
Câmbio: A moeda norte-americana opera em valorização, cotada a R$ 5,13 (frente a R$ 5,107 no encerramento anterior), oferecendo suporte adicional à formação dos preços de paridade no cais paranaense.
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