Mesmo com menor frequência nos últimos dias, as precipitações recentes mantiveram os solos com umidade excessiva na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O quadro voltou a restringir as operações a campo, especialmente a colheita, resultando em menor oferta disponível e sustentando as cotações da raiz de mandioca no mercado físico.
No segmento de derivados, a baixa disponibilidade de matéria-prima combinada à cautela da ponta compradora — que segue postergando aquisições à espera de melhores condições — manteve a liquidez retraída, impondo pressão sobre os preços em praças específicas.
Chuvas reduzem moagem e sustentam preços da mandioca
Chuva reduz oferta e eleva preço da raiz de mandioca
Pesquisadores do Cepea apontam ainda que as áreas plantadas entre junho e julho vêm apresentando desenvolvimento vegetativo lento. Em algumas localidades, produtores já contabilizam perdas pontuais provocadas pelo excesso de água acumulada no solo. Esse cenário tende a afunilar ainda mais a oferta de raízes nos próximos meses, agravando um ciclo que já registra retração de área cultivada em todas as regiões monitoradas.
Diante do descompasso na entrega da matéria-prima pelas lavouras, o esmagamento semanal de mandioca pelas indústrias de fécula recuou para o menor patamar registrado desde janeiro de 2026.
