A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) integrou, na última terça-feira (11), em São Paulo, uma reunião estratégica organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O encontro reuniu lideranças de diversos setores do agronegócio para debater os desdobramentos comerciais das novas tarifas adotadas pelos Estados Unidos e estruturar o futuro Plano de Diversificação de Exportações da agência.
A Abrapa esteve representada pelo diretor-executivo, Marcio Portocarrero, e pelo gerente do programa Cotton Brazil, Fernando Rati. A participação buscou consolidar dados setoriais e alinhar estratégias preventivas de inteligência de mercado, assegurando a competitividade da pluma nacional diante de oscilações na política tarifária global.
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Cotações do algodão sobem com resistência nas vendas e mercado externo
Portocarrero ressaltou a relevância de avançar na diplomacia comercial: "Em um cenário internacional cada vez mais competitivo, ampliar mercados e criar melhores condições de acesso para os produtos brasileiros é estratégico. Por isso, colaboramos com a ApexBrasil em iniciativas que destravem relações comerciais e reduzam barreiras que possam colocar o Brasil em desvantagem frente aos nossos concorrentes."
Efeitos indiretos das tarifas norte-americanas e o papel do Cotton Brazil
No segmento da cotonicultura, os reflexos diretos das novas tarifas norte-americanas são avaliados como limitados. A preocupação central dos exportadores brasileiros concentra-se nos efeitos indiretos sobre a cadeia têxtil internacional, em virtude dos acordos bilaterais e das vantagens tarifárias que os Estados Unidos mantêm com países que figuram como compradores-chave do algodão do Brasil.
Diante dessa conjuntura, a entidade reforçou a urgência de fortalecer o programa Cotton Brazil — iniciativa desenvolvida pela Abrapa em parceria com a ApexBrasil para posicionar a pluma brasileira nos polos fabris asiáticos e europeus.
Fernando Rati enfatizou o direcionamento de longo prazo: "Nosso impacto direto com as novas tarifas é pequeno, mas precisamos olhar para os efeitos de médio e longo prazo. O caminho é continuar fortalecendo a promoção do algodão brasileiro, ampliando nossa presença nos mercados estratégicos e consolidando o Brasil como uma origem cada vez mais relevante para a indústria têxtil mundial."
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