No complexo da soja, o dia foi de queda para os grãos e para o óleo na Bolsa de Chicago (CBOT), nesta segunda-feira (09/12. Apenas o farelo conseguiu encerrar a sessão com ganhos.
Do lado dos fundamentos negativos podemos salientar o clima no Brasil que dá suporte às expectativas de uma grande safra e, apesar do dólar negociar em alta, se mantendo acima dos R$ 6, os preços em Chicago não apresentam melhoras consistentes.
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Além disso, os prêmios nos portos engataram uma sequência de baixas e já reduziram em mais de 50 cents por bushel. No momento, vemos os contratos para março e abril já com prêmios negativos.
Então, em resumo, temos um programa americano maior, China bem coberta até a metade do ano que vem, dólar mais forte e preços estáveis na CBOT, que, apesar das altas e baixas diárias, vem mantendo o mesmo o preço a praticamente três meses, orbitando na região de U$9,90/bu.
Considerando tudo isso, os prêmios acabam cedendo para tentar se ajustar ao mercado atual.Acompanhe as cotações de fechamento do complexo da soja na CBOT:
SOJA JANEIRO:U$9,93/bs | variação -0,38%
ÓLEO DE SOJA JANEIRO:¢ 42,80/lb | variação: -0,40%
FARELO DE SOJA JANEIRO:U$ 289,6 /st | variação: +0,77%
O milho na CBOT encerra o dia em alta. O volume maior nesse programa dá sustentação aos preços, as exportações apresentam uma alta de 33% quando comparado ao mesmo período do ano passado, as vendas acumuladas no período estão em 34,2 milhões de toneladas.
Como comentei no relatório de sexta-feira, alguns pontos ajudaram a fortalecer o programa americano, como a concorrência vinda do Brasil e pelos problemas geopolíticos no Mar Negro, além da quebra da safra na Ucrânia.
Futuros de trigo voltaram a subir nesta segunda-feira, o mercado tenta antecipar os possíveis problemas futuros quanto ao abastecimento global do cereal. Neste quesito as condições de ruins e péssimos para o trigo de inverno Russo que atingiram o patamar de 37%, acaba pesando na conta.
As colheitas de trigo de inverno em praticamente todos os países relevantes acontecem somente no segundo semestre e até lá podemos ver ainda o mercado climático agindo sobre os preços.Acompanhe as cotações de fechamento para milho e trigo na CBOT:
MILHO DEZEMBRO: U$4,41/bu | variação: +0,40%
TRIGO MARÇO:U$5,58/bu | variação: +0,27%
No Brasil, os futuros de milho na B3 encerraram com bons ganhos, especialmente no contrato mais curto. O câmbio cotado a R$6,09 e a alta na CBOT, favorecem a escalada dos preços. A demanda interna aquecida fornece patamares mais elevados de piso para o milho.
Na região de Campinas SP, corretores comentam que indicações de compra no disponível se encontram na cassa dos R$73 enquanto as pedidas de venda estão a R$76.Acompanhe as cotações de fechamento para milho na B3:
MILHO JANEIRO:R$: 74,85sc | variação: +1,22%
Macroeconomia
O principal órgão político da China se comprometeu em implementar uma política fiscal mais “frouxa”, com o objetivo de estimular o consumo interno e realinhar os mercados imobiliários e acionários. O comitê sinalizou que deve melhorar a eficiência dos investimentos para aumentar a demanda doméstica.
Hoje os chineses estão consumindo menos e guardando mais dinheiro na poupança e seu padrão de consumo alimentício ainda não voltou aos parâmetros de antes da pandemia. Essas falas do Poliburo animaram os mercados e vemos isso principalmente pela alta do minério de ferro que hoje sobe 2,74%.
Na agenda econômica, amanhã teremos o importante relatório para o agronegócio, no qual o USDA realiza suas projeções para a oferta e demanda global de commodities, vários números precisam ser alterados e isso deve trazer volatilidade para os mercados na CBOT. O relatório será publicado as 14hrs de Brasília.
Bolsas globais, principais variações:
ÁSIA/PACÍFICO:COREIA DO SUL: -2,76% /HONG KONG: +2,76
EUROPA:EURO STOXX 50: +0,15% /ITÁLIA: -0,55%
EUA:SP500: -0,60% /NASDAQ: -0,65%
BRASIL:+1,01%
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