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O que esperar das principais commodities agrícolas em 2026?

Clima, oferta global e decisões políticas seguem no centro das atenções e devem influenciar o comportamento dos preços das principais commodities agrícolas em 2026

O que esperar das principais commodities agrícolas em 2026?

Segundo a Hedgepoint, commodities agrícolas entram em 2026 sob influência de clima, oferta global e decisões políticas. Foto: Canva

Foto do autor Redação RuralNews
29/12/2025 |

O mercado de commodities agrícolas chega a 2026 condicionado por fatores climáticos, ajustes de oferta e decisões políticas, segundo análise da Hedgepoint Global Markets. Após um 2025 marcado por forte volatilidade, cada cadeia enfrenta desafios específicos, que exigem atenção redobrada na gestão de riscos e preços.

De acordo com o relatório Mercado de Commodities: Retrospectiva 2025 e Perspectivas 2026, da Hedgepoint, o cenário global segue sensível tanto a variáveis macroeconômicas quanto a fatores estruturais de oferta e demanda.

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Açúcar e etanol seguem dependentes do clima e do mix no Brasil


O mercado de açúcar encerrou 2025 com viés baixista, conforme avaliação da Hedgepoint. A oferta elevada no Centro-Sul do Brasil, aliada a bons resultados no Hemisfério Norte, pressionou as cotações ao longo do ano.

Em 2026, o clima volta ao centro das atenções. As condições da safra 2026/27 no Brasil devem influenciar tanto a moagem quanto a qualidade da cana. Além disso, a paridade com o etanol pode alterar o mix das usinas e, consequentemente, o volume de açúcar produzido.

Outro ponto decisivo envolve o Hemisfério Norte. A definição das cotas de exportação da Índia tende a afetar os fluxos comerciais, sobretudo no início do ano, mantendo o mercado sensível a decisões políticas.

Cacau permanece volátil, mesmo com expectativa de superávit


O cacau enfrentou mais um ano de oscilações intensas em 2025, segundo a Hedgepoint. Problemas climáticos e estruturais na África Ocidental limitaram a oferta e sustentaram preços elevados, enquanto a demanda mostrou sinais de desaceleração.

Para 2026, o relatório da Hedgepoint projeta superávit. Ainda assim, o clima na África Ocidental continua como fator crítico. Períodos de estiagem podem comprometer volume e qualidade entre safras, o que tende a sustentar a volatilidade.

Do lado do consumo, os preços historicamente altos seguem como entrave. O ritmo de moagem será determinante para avaliar até que ponto a demanda consegue absorver a oferta projetada.

Café entra em 2026 com foco na safra brasileira


O mercado de café viveu extrema volatilidade em 2025. A menor produção no Brasil e os estoques globais apertados levaram os preços a níveis recordes no primeiro semestre.

Ao longo de 2026, a chegada de cafés da América Central, África Ocidental, Vietnã e Colômbia tende a aliviar parcialmente a oferta. Esse movimento pode permitir alguma recomposição de estoques, embora não elimine o risco de oscilações.

O Brasil segue como principal fator de equilíbrio. Qualquer surpresa climática na safra 2026/27 pode provocar reprecificação rápida, mantendo o mercado sensível a notícias do campo.

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