O mercado físico de etanol no estado de São Paulo encerrou o mês de julho sob forte pressão compradora e recuo nos preços praticados pelas unidades fabris. De acordo com o acompanhamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a retração nas cotações reflete o elevado volume ofertado pelas usinas locais, somado ao fluxo de biocombustível vindo de outros estados produtores para abastecer os grandes polos de distribuição paulistas.
Esse excesso de liquidez diária tem gerado apreensão quanto à capacidade de armazenamento nos tanques das usinas do Centro-Sul. O ritmo acelerado das atividades agrícolas foi impulsionado pelo predomínio de tempo seco, que permitiu o avanço ininterrupto da colheita e do processamento da cana-de-açúcar ao longo de todo o mês.
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Descontos pontuais e necessidade de caixa
A combinação de produção em alta com estoques elevados alterou a estratégia comercial de parte dos grupos sucroenergéticos. Unidades fabris com necessidade premente de capital de giro adotaram uma posição mais agressiva nas mesas de negociação, cedendo margem e concedendo descontos adicionais em determinados polos para atrair o comprador e contornar os gargalos de diferencial logístico.
Do lado da demanda, contudo, as distribuidoras mantiveram uma postura cautelosa durante quase todo o mês de julho, priorizando a compra de lotes fracionados para o atendimento da necessidade diária. Apenas nos últimos dias do mês observou-se uma movimentação ligeiramente mais expressiva na busca por volumes maiores para a recomposição de estoques de passagem.
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