A produção industrial brasileira registrou recuo de 1,8% em junho de 2026 na comparação com maio, engatando o segundo mês consecutivo no campo negativo. Para o produtor rural, o dado mais preocupante vem do segmento de bens de capital agrícolas, que despencou 22,7% no mesmo período em relação a 2025.
A retração no maquinário puxou a categoria de bens de capital para uma queda geral de 1,6% no mês e acumulado negativo de 5,4% no ano. Itens essenciais como tratores, colheitadeiras, semeadores, adubadores e silos metálicos registraram expressiva redução na fabricação. O movimento reflete a postura mais cautelosa do produtor na hora de renovar a frota, pressionado pelos custos de financiamento e pela busca por margens no campo.
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Alimentos e biocombustíveis em queda
O setor agroindustrial de processamento também sentiu o impacto em junho. A atividade de produtos alimentícios recuou 1,9% frente a maio e 0,4% no confronto interanual. A retração foi impulsionada pela menor produção de itens básicos e filés de peixe, embora o segmento de carnes bovinas e de aves congeladas para consumo doméstico tenha mantido ritmo positivo (3,2%).
No setor de energia, a categoria de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis recuou 5,9% em junho. No acumulado de dois meses, o segmento soma perda de 11,8%. Por outro lado, o acumulado do ano para o setor ainda é positivo (4,3%), alavancado pelas distribuições de álcool etílico e óleo diesel no primeiro trimestre.
Insumos e química pressionam o custo
A indústria de produtos químicos, que inclui insumos cruciais para a fertilização e defensivos no campo, registrou queda de 4,3% em junho e recuo acumulado de 2,5% no ano. A menor oferta interna pode impactar a dinâmica de preços e a disponibilidade de produtos para o próximo ciclo de plantio.
Em contrapartida, o setor de celulose e papel cresceu 5,4% em junho, marcando o terceiro mês seguido de alta. A expansão atendeu à demanda aquecida do setor de embalagens, que subiu 0,1% após meses de retração.
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