A transição energética brasileira encontrou no agronegócio o seu pilar de sustentação mais sólido. Em uma ofensiva coordenada no Congresso Nacional, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) vem liderando articulações para expandir a participação dos biocombustíveis na matriz nacional, fortalecer o mercado de biometano e blindar arcabouços regulatórios como o RenovaBio.
A atuação abrange o alinhamento com as determinações do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), com foco na valorização do Selo Biocombustível Social, no estabelecimento de metas estruturantes para o biometano e na garantia do aumento progressivo da mistura mandatória de biodiesel ao diesel fóssil.
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Para o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), a capacidade de integrar a oferta de alimentos e bioenergia confere ao País uma vantagem competitiva ímpar. "O agro brasileiro já é protagonista da agenda climática. Produzimos alimentos, fibras e energia renovável. Investir em biocombustíveis significa fortalecer nossa segurança energética, gerar empregos e reduzir emissões sem abrir mão da produção", pontua Lupion.
RenovaBio, inclusão no campo e diplomacia ambiental
Um dos pontos centrais da pauta parlamentar é a preservação da estabilidade do RenovaBio. O programa converteu a eficiência ambiental em valor econômico por meio da negociação de Créditos de Descarbonização (CBIOs). A inclusão dos produtores agrícolas independentes no repasse dos recursos gerados pelos CBIOs garantiu que os ganhos da economia de baixo carbono cheguem diretamente à base da cadeia produtiva.
Integrantes da FPA ressaltam que o avanço da agroenergia funciona como um cartão de visitas do Brasil no exterior, além de impulsionar a economia regional e a independência do abastecimento nacional.
Integração sustentável: O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) enfatiza que o País não precisa escolher entre alimento ou energia, utilizando biodiesel, etanol e biometano como soluções conjuntas.
Competitividade global: A senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o senador Fernando Farias (MDB-AL) reforçam que o modelo brasileiro alia tecnologia, biomassa e produtividade, servindo de referência internacional.
Desenvolvimento regional: Parlamentares como o senador Efraim Filho (União-PB), os deputados Zé Vitor (PL-MG), Alceu Moreira (MDB-RS), Daniel Agrobom (PL-GO), Tião Medeiros (PP-PR) e a deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO) destacam que cada avanço regulatório reduz importações de combustíveis fósseis, fixa o homem no campo e gera renda para os municípios produtores.
Com o avanço do debate legislativo, o Brasil reafirma sua liderança na agenda climática internacional, mostrando que a descarbonização da mobilidade passa inevitavelmente pelo campo.
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