O mercado futuro do milho iniciou as negociações desta terça-feira (4) registrando ligeira retração na Bolsa de Chicago (CBOT). Conforme levantamento da Granoeste Corretora, a posição setembro abriu o dia recuando dois pontos, cotada a US$ 4,46 por bushel. A movimentação reflete um ajuste técnico em relação à sessão anterior, quando o grão havia fechado com alta de 8 pontos, impulsionado pelo prêmio de risco do trigo diante do agravamento dos conflitos na região do Mar Negro, rotas chave para o escoamento global de grãos.
Na B3, a tendência de realização também se confirmou nas primeiras horas do dia. O contrato com vencimento para setembro/26 abriu trabalhado em R$ 68,55 por saca (contra R$ 68,73 do fechamento anterior), enquanto o vencimento novembro/26 operou em R$ 73,30 por saca (frente a R$ 73,55 da sessão anterior).
Com recuo de 31% no milho safrinha, produção de grãos em Goiás cai 13,1%
Colheita do milho chega a 50% no MS com boas produtividades
Milho passa por ajuste em Chicago após disparada e dados do USDA
No quadro fundamentalista norte-americano, os dados atualizados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxeram um recuo na qualidade dos milharais. As lavouras classificadas entre boas e excelentes caíram de 63% para 61%, enquanto 25% estão em situação regular e 14% em condições ruins ou péssimas. Em relação ao desenvolvimento das plantas, 90% das áreas atingiram a fase de floração, 43% avançaram para a formação de espigas e 6% encontram-se em enxugamento dos grãos.
Avanço da safrinha e preços no mercado interno
No cenário doméstico, a colheita da safrinha no Centro-Sul do Brasil alcançou 69% da área total, segundo dados da AgRural destacados no boletim da Granoeste Corretora. O ritmo atual mostra um avanço de nove pontos percentuais frente à semana anterior, embora siga desacelerado na comparação com os 81% registrados no mesmo período do ano passado.
A consultoria projeta a produção da segunda safra em 110,5 milhões de toneladas. Somada às demais safras do ciclo, a produção total do Brasil está estimada em 142,8 milhões de toneladas nesta temporada, valor superior às 141,2 milhões de toneladas consolidadas no ciclo anterior.
Apesar da maior oferta entrando no sistema, o mercado físico brasileiro segue com preços sustentados nas praças de comercialização. No oeste do Paraná, as indicações de compra levantadas pela Granoeste Corretora situam-se na faixa de R$ 59,00 a R$ 63,00 por saca de 60 kg. No Porto de Paranaguá, os valores variam entre R$ 65,00 e R$ 67,00 por saca, a depender da localização do lote e dos prazos de pagamento acordados. O câmbio opera com estabilidade na casa dos R$ 5,09.
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