A nova rodada do modelo climático preditivo de longo prazo MIA Climate, desenvolvido pela MeteoIA, aponta a continuidade do fortalecimento do fenômeno El Niño ao longo dos próximos meses, com projeção de atingir a categoria de intensidade muito forte. As condições observadas no Oceano Pacífico Tropical revelam um acoplamento oceano-atmosfera cada vez mais consistente — processo em que o aquecimento anômalo das águas superficiais altera a circulação dos ventos e passa a ditar o comportamento do clima em toda a América do Sul.
Conforme as projeções do modelo de ENSO (El Niño Oscilação Sul), as maiores anomalias positivas de temperatura da superfície do mar estão concentradas nas regiões Niño 3 e Niño 3.4, com o pico de aquecimento previsto entre outubro e novembro de 2026.
El Niño ganha força em agosto e exige planejamento das empresas
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Cenário de chuvas e impactos regionais entre agosto e outubro
A atualização climática para o trimestre de agosto a outubro mantém um padrão nítido de contraste de precipitação sobre o território brasileiro:
Região Sul: a persistência de volumes de precipitação acima da média climatológica favorece a manutenção dos níveis dos reservatórios hidrelétricos. Por outro lado, eleva a probabilidade de episódios de temporais, chuvas volumosas, alagamentos e transtornos em áreas urbanas e no campo.
Norte (Amazônia) e parte do Nordeste: indicativo de anomalias negativas de chuva, atingindo principalmente o centro-norte amazônico, como o norte do Pará e Amazonas, além de Roraima e Amapá. O quadro de precipitações abaixo da média tende a reduzir a umidade do solo, rebaixar os níveis dos rios (impactando o transporte hidroviário), intensificar a estiagem e elevar a suscetibilidade a queimadas florestais.
Riscos climáticos para primavera e verão
Com a consolidação do fenômeno durante a primavera e o verão, a MeteoIA destaca que o país enfrentará temperaturas acima da climatologia e maior frequência de extremos climáticos. O cenário projeta redução da umidade do solo e ambiente seco em porções do Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, além de ondas de calor persistentes. Esse panorama amplia significativamente a exposição a riscos nos setores de agricultura, energia, logística e seguros.
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